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Falta de manutenção agrava impactos das chuvas no Rio e amplia sensação de abandono

  • Foto do escritor: Equipe Canal do Rio
    Equipe Canal do Rio
  • 12 de fev.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 23 de fev.



A percepção de abandono urbano no Rio de Janeiro tem sido reforçada por especialistas e moradores diante dos impactos das chuvas de verão neste início de fevereiro de 2026. O que seriam ocorrências típicas da estação têm provocado alagamentos, deslizamentos e transtornos considerados evitáveis por urbanistas e técnicos da área.


A capital permanece em Estágio 2 de alerta, conforme o Centro de Operações Rio (COR), que indica possibilidade de ocorrências de alto impacto. A previsão aponta manutenção do tempo instável, com pancadas de chuva ao longo desta quinta-feira (12).


Drenagem sob crítica


Relatos de moradores em redes sociais apontam falhas na drenagem urbana, com destaque para bueiros entupidos que aceleram o transbordamento de vias. Há questionamentos sobre a eficácia da operação “Limpa Rio”, especialmente em bairros como Manguinhos e Higienópolis, onde ruas ficaram submersas após chuvas intensas.


Lixo e infraestrutura


A Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) atribui parte dos alagamentos ao descarte irregular de resíduos sólidos. Especialistas, contudo, ressaltam que a ausência de saneamento básico e de políticas estruturais de adaptação climática nas periferias contribui para o agravamento do cenário.


Zona Oeste e Baixada


Na Zona Oeste, bairros como Realengo e Bangu registram bolsões de lama persistentes, associados à falta de dragagem de canais locais.


Na Baixada Fluminense, municípios como Duque de Caxias e Belford Roxo enfrentam o transbordamento de rios e carência histórica de investimentos em infraestrutura, deixando milhares de moradores em situação de vulnerabilidade.


Risco em encostas


O solo encharcado mantém comunidades como Vidigal e Rocinha em alerta máximo para deslizamentos. Moradores cobram maior celeridade nas obras definitivas de contenção de encostas.


O cenário reforça o debate sobre planejamento urbano, prevenção de desastres e a necessidade de investimentos estruturais para mitigar os efeitos de eventos climáticos cada vez mais intensos.

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