Alerta Vermelho: EUA denunciam 'bases secretas' da China em solo brasileiro para espionagem espacial
- Equipe Canal do Rio

- 2 de mar.
- 3 min de leitura

Relatório dos EUA aponta instalações de uso dual da China em território brasileiro
Documento do Congresso americano alega que centros de pesquisa e parcerias espaciais na Bahia e na Paraíba podem servir a propósitos militares de Pequim.
Embora não haja confirmação oficial sobre a existência de bases militares chinesas no Brasil, o tema tornou-se central no debate geopolítico após a publicação de um relatório do Comitê Seleto sobre a China do Congresso dos Estados Unidos, em fevereiro de 2026. O documento detalha preocupações sobre instalações que, apesar de operarem formalmente sob o escopo de centros de pesquisa científica ou parcerias privadas, possuiriam capacidade de "uso dual", servindo tanto a fins civis quanto a operações militares.

Monitoramento espacial na Bahia
Um dos pontos de atenção citados pelo relatório é a Estação Terrestre de Tucano, localizada em Salvador (BA). A infraestrutura pertence à empresa brasileira Ayla Space, que mantém cooperação estratégica com a companhia chinesa Beijing Tianlian Space Technology. Segundo as alegações de Washington, a tecnologia empregada no local permitiria ao governo chinês o rastreio em tempo real de objetos espaciais e ativos militares estrangeiros que operam na América do Sul.
Cooperação científica e influência estratégica
Outra instalação mencionada é o Laboratório Conjunto China-Brasil para Radioastronomia, situado na Serra do Urubu (PB). Fruto de uma parceria entre as universidades federais da Paraíba (UFPB) e de Campina Grande (UFCG) com a Rede de Ciência e Tecnologia Elétrica da China, o laboratório é visto pelo governo americano como um potencial vetor de espionagem. O relatório sugere que a infraestrutura poderia ser utilizada para exercer influência sobre a doutrina espacial militar brasileira e coletar dados sensíveis.
Reações e contexto geopolítico
As instituições envolvidas e o governo brasileiro reforçam que as atividades desenvolvidas nesses centros limitam-se à análise de dados de satélites e pesquisas científicas de ponta. Contudo, o alerta dos Estados Unidos insere-se em um cenário de crescente tensão e disputa por influência na América Latina.

O mesmo documento lista outras dez instalações com características semelhantes distribuídas por países como Argentina, Chile, Bolívia e Venezuela.
Apesar do adensamento das relações militares e de propostas recentes de cooperação tecnológica — que incluem discussões sobre a aquisição de aeronaves de defesa em troca de acordos estratégicos —, não há evidências que comprovem a presença de tropas ou de bases de combate convencionais da China no Brasil
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em conjunto com o Comando da Aeronáutica e as Reitorias das Universidades Federais da Paraíba (UFPB) e de Campina Grande (UFCG), vem a público esclarecer os fatos referentes às recentes notícias veiculadas sobre supostas atividades militares estrangeiras em centros de pesquisa nacionais:
Natureza Civil e Acadêmica: Todas as atividades conduzidas na Estação Terrestre de Tucano (BA) e no Laboratório Conjunto China-Brasil para Radioastronomia (PB) possuem finalidades estritamente civis, científicas e de desenvolvimento tecnológico. Tais projetos visam o avanço do Programa Espacial Brasileiro e a coleta de dados astronômicos para fins acadêmicos.
Soberania e Fiscalização: O Estado brasileiro reitera que todas as parcerias internacionais de cooperação tecnológica passam pelo rigoroso crivo das agências de inteligência e órgãos de defesa nacional. Não há, em hipótese alguma, a presença de tropas, infraestrutura de combate ou controle operacional estrangeiro sobre o território brasileiro.
Transparência: As instalações citadas operam sob as normas da legislação brasileira, com acesso franqueado às autoridades competentes e auditoria constante dos órgãos de fomento à pesquisa. A cooperação com a República Popular da China, assim como com outras nações, pauta-se no benefício mútuo e na autonomia tecnológica nacional.
Repúdio a Especulações: O governo brasileiro lamenta a disseminação de informações infundadas que buscam politizar parcerias científicas históricas. O Brasil mantém sua posição de neutralidade e busca o desenvolvimento de sua infraestrutura espacial de forma transparente e pacífica.
O Governo Federal permanece à disposição para esclarecimentos adicionais através dos canais institucionais, reafirmando o compromisso com a verdade e a soberania nacional.





Comentários