Amiga íntima de Lulinha enfrenta a PF em depoimento urgente sobre o escândalo bilionário do INSS!
- Equipe Canal do Rio

- 20 de mai.
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A empresária Roberta Luchsinger presta depoimento à Polícia Federal nesta quarta-feira (20), por videoconferência, no âmbito do inquérito que investiga fraudes em descontos associativos nas aposentadorias do INSS. Conhecida por sua proximidade com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ela é suspeita de atuar como intermediária financeira entre o filho do presidente da República e o lobista Antônio Camilo Antunes, apelidado de "Careca do INSS", apontado como líder do esquema. A corporação busca esclarecer repasses de R$ 1,5 milhão realizados a uma empresa de consultoria de Roberta e apurar se os valores têm origem nos desvios previdenciários.
Investigações e desdobramentos políticos
A quebra de sigilo bancário da empresária e de Lulinha foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), após relatórios apontarem movimentações financeiras suspeitas e viagens conjuntas. Mensagens interceptadas sugerem uma possível sociedade oculta no segmento de cannabis medicinal e a destruição de provas. Defesas de ambos os investigados negam qualquer irregularidade, afirmando que as transações correspondem a serviços de consultoria regulares e que a relação entre eles é estritamente pessoal.
A Delação de Maurício Camisotti
As intimações e convites para esclarecimentos ganharam forte tração após a retomada e validação dos termos da delação premiada do empresário Maurício Camisotti. Apontado pelos investigadores como o "centro financeiro" que gerenciava os repasses da fraude, Camisotti forneceu à PF o roteiro das transações que ligam as empresas de fachada do lobista Antônio Camilo Antunes (o "Careca do INSS") a agentes políticos e intermediários. Foi a partir desses dados detalhados que a PF mapeou as transferências de R$ 1,5 milhão para a consultoria de Roberta Luchsinger, acelerando a necessidade de sua oitiva por videoconferência
Polêmica na Troca de Comando do Inquérito
Paralelamente, o caso sofreu uma importante reestruturação interna na Polícia Federal. A investigação foi transferida da Divisão de Crimes Previdenciários para a coordenação responsável por casos com foro privilegiado
Reação Política e Judicial: A oposição na Câmara dos Deputados classificou a movimentação como indício de interferência política do Poder Executivo. No Supremo Tribunal Federal (STF), o relator do caso, ministro André Mendonça, passou a avaliar o impacto dessa alteração sob o temor de que a dança das cadeiras causasse descontinuidade ou atrasos na apuração.
Aceleração dos Atos Processuais: Como reflexo da vigilância do STF e da pressão pública pela troca de equipe, os novos delegados responsáveis assumiram o compromisso de agilizar os atos pendentes para demonstrar a lisura e a celeridade dos trabalhos, resultando no mutirão de depoimentos programado para esta semana.





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