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CRISE NO COMANDO DO RIO! VOTO SECRETO OU BOICOTE NA ALERJ

  • Foto do escritor: Equipe Canal do Rio
    Equipe Canal do Rio
  • 16 de abr.
  • 2 min de leitura

Disputa por voto secreto ou boicote na Alerj acirra crise sucessória no Rio de Janeiro

O cenário de indefinição no comando do estado ganha novos contornos com a iminente eleição da Assembleia Legislativa, cujo desfecho definirá o próximo governador interino fluminense.

A eleição para a presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), agendada para esta sexta-feira (17), tornou-se o epicentro de uma crise institucional que atinge os Três Poderes fluminenses. O impasse central reside na modalidade de votação: de um lado, o bloco liderado pelo PSD e partidos aliados condiciona sua participação ao sigilo do voto; de outro, a manutenção do voto aberto é vista como instrumento de pressão política pela situação.

O grupo que apoia a candidatura do deputado Vítor Júnior (PDT), alinhado ao ex-prefeito Eduardo Paes, estabeleceu uma estratégia dual para a sessão. Caso o rito parlamentar assegure o voto secreto, a bancada planeja votar em peso no candidato pedetista. Todavia, diante da confirmação do voto aberto, a orientação é pelo abandono do plenário em sinal de boicote, sob o argumento de que a transparência forçada comprometeria a independência dos parlamentares e viciaria o processo democrático.

Com Voto Secreto: O bloco apoiará a candidatura de Vítor Júnior (PDT). A aposta no voto secreto visa proteger parlamentares de pressões externas e favorecer possíveis "traições" na base governista.

Com Voto Aberto: Os deputados planejam abandonar o plenário em sinal de boicote. A justificativa é que o formato aberto vicia o processo devido a pressões políticas "não republicanas"

O imbróglio ocorre em meio a uma crise no comando do estado, onde o novo presidente da Alerj também poderá assumir interinamente o governo do Rio. Enquanto o PDT acionou o Tribunal de Justiça (TJRJ) para garantir o sigilo do voto, o grupo de oposição tenta frear o favoritismo de Douglas Ruas (PL), candidato da base do governador

Curiosamente, o PSD já havia mudado de postura recentemente em outros julgamentos no STF, passando a defender o voto aberto em eleições indiretas após avaliar riscos de derrota no cenário secreto

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