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Delator revela fortuna paga à esposa de Moraes para ter acesso ao Ministro!

  • Foto do escritor: Equipe Canal do Rio
    Equipe Canal do Rio
  • 6 de mai.
  • 2 min de leitura

Proposta de colaboração cita contrato milionário e proximidade com ministro

Em proposta de delação premiada submetida à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) em maio de 2026, o empresário Daniel Vorcaro detalhou sua relação com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes. Segundo o depoimento, o ex-controlador do Banco Master contratou o escritório Barci de Moraes com o objetivo declarado de estabelecer "proximidade com o magistrado".

Detalhes do Acordo e Valores Investigados

O contrato em questão somava R\( 129 milhões, estruturado em pagamentos mensais de R\) 3,6 milhões ao longo de três anos. O acordo vigorou entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, sendo interrompido após a liquidação do Banco Master e a prisão de Vorcaro no âmbito da Operação Compliance Zero. Apesar do vulto financeiro, o colaborador afirma que este não foi o maior contrato firmado pelo banco no período e sustenta que não houve qualquer troca de favores ou benefícios judiciais decorrentes da contratação. 

Investigações Adicionais e Mensagens Interceptadas

Além dos vínculos contratuais, a Polícia Federal analisa mensagens interceptadas entre Vorcaro e sua ex-companheira, Marta Graeff. Em um dos diálogos, Graeff questiona se o ministro teria "gostado do apartamento", o que motivou uma linha de investigação paralela para apurar se imóveis de luxo foram utilizados como forma de favorecimento a autoridades. 

Contraponto e Defesa

O escritório de Viviane Barci de Moraes confirmou a prestação de serviços ao Banco Master, informando que a equipe realizou 94 reuniões de trabalho e entregou 36 pareceres técnicos sobre temas regulatórios e de conformidade ao longo de 267 horas de serviço. O gabinete de Alexandre de Moraes reitera que a relação foi estritamente profissional e nega qualquer irregularidade ou vínculo pessoal entre o ministro e o banqueiro. 

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