top of page

Coração da Gávea: como o Flamengo reorganizou seus centros de treinamento

  • Foto do escritor: Carlos Leonardo
    Carlos Leonardo
  • 1 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: 24 de dez. de 2025


O Ninho do Urubu representa, hoje, o símbolo mais concreto da transformação estrutural do Flamengo. A sede antiga, no bairro da Gávea, cedeu lugar a uma visão moderna de centro de treinos — um ambiente pensado para performance, rotina profissional e crescimento sustentável do clube. Com o passar dos anos, essa iniciativa deixou de ser apenas uma aspiração para se tornar realidade concreta: o CT evoluiu, se expandiu e agora assume um papel central não só para o futebol masculino, mas para toda a estrutura esportiva rubro-negra.


A reestruturação do Ninho foi progressiva, mas com marcos claros. A modernização após 2016, com a inauguração de módulos adequados para profissionais, trouxe academia, centro médico, dormitórios de padrão elevado, vestiários completos, sala de fisioterapia, refeitório, auditório, áreas de preparação física e de recuperação — elementos essenciais para um clube que mira o mais alto nível de rendimento. Com isso, o Flamengo afastou-se da Gávea como casa cotidiana de treinos e passou a concentrar seus esforços em Vargem Grande.


Nos últimos anos, o clube intensificou a expansão do CT. Já foram concluídos vários novos campos, beneficiando tanto o elenco profissional quanto as categorias de base. Em 2023, por exemplo, foram inaugurados dois novos campos durante torneio da base. Mais recentemente, em 2025, o Flamengo iniciou a construção do 11º campo, e há plano para alcançar até 13 áreas de treino no total — com aquisição de terrenos ao lado do complexo original.


Mini Estádio e futebol feminino

Além dos campos, uma das obras mais aguardadas e simbólicas é a do miniestádio no Ninho. O projeto inclui gramado natural, arquibancada com capacidade para cerca de 2 mil pessoas, três vestiários (para visitantes, mandantes e arbitragem), estrutura para arbitragem, placar eletrônico, cabine para transmissão e iluminação — tudo pensado para receber jogos das categorias de base e do futebol feminino. A grama já foi plantada e os próximos passos envolvem finalização do alambrado, arquibancadas e vestiários.

Esse esforço revela a ambição do clube de transformar o Ninho em uma “cidade do Flamengo”, ou seja, um complexo capaz de abrigar todas as categorias — base, profissional, feminino — com infraestrutura própria, integrada e adequada aos diferentes perfis.


Imagem: Google
Imagem: Google

Nesse contexto de expansão, o flamengo, diferentemente de times como Palmeiras e Corinthians, vem reestruturando os gastos com salários em 2026 para uma incorporação total do futebol feminino e das categorias de base no novo CT que torna-se parte natural e essencial do planejamento a longo prazo. A construção do miniestádio pensado justamente para receber jogos da base e do feminino demonstra essa intenção clara de integração.


Com os novos campos e com o miniestádio, o clube vem buscado garantir que não apenas o time profissional masculino tenha acesso à excelência em infraestrutura — mas que também jovens promessas e atletas treinem e disputem partidas em ambiente à altura de um grande clube. Essa reorganização mostra uma visão além do curto prazo, com foco no desenvolvimento sustentável, profissionalização e suporte amplo a todas as modalidades.

Ao mesmo tempo, essa nova geografia rubro-negra preserva os espaços históricos e sociais fora dos gramados: a antiga sede social continua com seu papel institucional, e o clube evita centralizar tudo num único local, respeitando as diferentes necessidades de cada modalidade e contingente de atletas. A estrutura passa a ser pensada de forma modular — com áreas específicas para cada função — e o Ninho do Urubu consolida-se como núcleo operacional e esportivo do Flamengo moderno.

Em síntese, o Ninho do Urubu evoluiu de um centro de treinamento para o futebol profissional para um complexo integrado, com expansão significativa de campos e uma ambição clara: incluir e valorizar todas as categorias do clube — da base ao feminino — com estrutura própria e de alto padrão. Essa reconfiguração evidencia a maturidade da gestão rubro-negra e a consciência de que o presente e o futuro passam por investimento, infraestrutura e planejamento.

Comentários


bottom of page