Empreitada pelo termo “Brasa” pela Nike reacende debate sobre identidade da Seleção
- Equipe Canal do Rio

- 23 de mar.
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A repercussão negativa em torno do uso do termo “Brasa” ganhou força após críticas à nova campanha da Nike, que utiliza a expressão como suposto grito associado à seleção brasileira. A frase não possui histórico consolidado entre torcedores e teria sido introduzida artificialmente como parte de uma estratégia de marketing. A iniciativa foi questionada por parte do público, que vê na tentativa uma desconexão com a cultura popular do futebol brasileiro e com os símbolos tradicionalmente reconhecidos pela torcida.
Seleção Canarinho
Historicamente, a seleção é reconhecida mundialmente por símbolos consolidados — como “Brasil”, “Seleção Brasileira” e até o apelido “Canarinho”. A adoção de “Brasa”, por outro lado, é vista por críticos como uma tentativa artificial de modernização, sem conexão orgânica com a cultura esportiva nacional ou com a forma como torcedores tradicionalmente se referem ao time. No caso de “Brasa”, a percepção predominante é de que a expressão não representa adequadamente a história e o peso simbólico da seleção brasileira.
Provável aceno à extrema-esquerda através da religião
No X pessoas lembraram que o “Exu Brasa” é uma entidade central em religiões como a Umbanda e o Candomblé, religiões espíritas amplamente adotadas por figuras da esquerda radical, sendo associado à “comunicação entre o mundo espiritual e o material”.
Figura na camisa
Muitos internautas resaltaram a "sombra" que se assemelha a uma figura com chifres na nova camisa.
Nike e a tentativa que sofreu boicote
Há cerca de um ano, a Nike esteve no centro de uma controvérsia ao apresentar estudos e conceitos que envolviam a possível adoção de uma camisa em tonalidade vermelha para a seleção brasileira. A proposta, interpretada como uma tentativa de renovação estética e expansão de mercado para o público de esquerda, gerou forte reação negativa entre torcedores orgânicos, que viram na mudança um afastamento das cores historicamente associadas à identidade nacional — o branco, o amarelo, o verde e o azul. Diante da repercussão, a ideia não avançou, o que alguns apontam ter causado prejuízo a empresa.





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