Enquanto a esquerda critica Donald Trump está mais uma vez negociando
- Equipe Canal do Rio

- há 5 dias
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desembarcou em Pequim na noite desta quarta-feira para uma visita oficial de Estado com duração de três dias. O principal objetivo da viagem é o encontro bilateral com o líder chinês, Xi Jinping, focado na retomada das negociações comerciais entre as duas maiores economias do mundo e na mediação de conflitos geopolíticos urgentes.
Recepção diplomática e comitiva empresarial
A comitiva americana foi recepcionada no aeroporto da capital chinesa pelo vice-presidente do país, Han Zheng. A cerimônia de boas-vindas contou com honras militares e a presença de centenas de jovens locais portando bandeiras de ambas as nações.
Para além do corpo diplomático, o presidente norte-americano viaja acompanhado por uma delegação de 17 grandes líderes empresariais e diretores executivos de multinacionais. Entre os integrantes do grupo, destacam-se o bilionário Elon Musk, CEO da Tesla e da SpaceX, e executivos de alto escalão de corporações tecnológicas como Apple, Boeing e Nvidia. Devido ao horário de chegada, a agenda oficial de compromissos terá início na manhã seguinte. O cronograma prevê uma recepção formal na sede do governo chinês, uma visita cultural ao Templo dos Céus e o início formal das reuniões de cúpula.
Tarifas e segurança global na pauta bilateral
A pauta econômica central da viagem concentra-se na busca pela abertura do mercado chinês aos produtos agrícolas e tecnológicos de origem americana, uma tentativa de reduzir o persistente déficit comercial dos Estados Unidos. As negociações ocorrem em um cenário de trégua temporária e redução de alíquotas, após um período de intensa disputa tarifária iniciado em abril do ano passado.
No âmbito da segurança internacional, as discussões bilaterais devem abordar a garantia de tráfego seguro nas rotas marítimas do Oriente Médio. Antes de iniciar a viagem, o presidente norte-americano sinalizou que a resolução do impasse regional ocorreria de forma independente, minimizando a dependência de cooperação direta de Pequim. Adicionalmente, o diálogo estratégico entre os dois mandatários deve contemplar as tensões envolvendo o fornecimento de armamentos a Taiwan e as restrições chinesas à exportação de minerais estratégicos, como as terras raras e componentes magnéticos.
Conquistas Estratégicas e Avanços de Bastidores
Sinalização de flexibilização econômica: Os canais oficiais da Casa Branca e de Pequim confirmaram uma mudança importante de postura na mesa de negociações. Washington flexibilizou as exigências e não demanda mais uma mudança estrutural no modelo econômico estatal chinês. Isso destravou o diálogo para focar estritamente em um mecanismo de comércio administrado para bens não sensíveis.
Proposta inicial de corte tarifário de US\( 30 bilhões**: Diplomatas de ambas as nações já alinharam uma proposta mútua inicial [1.3.2]. O plano prevê que cada país identifique cerca de **US\) 30 bilhões em mercadorias para receber reduções imediatas de tarifas aduaneiras e incentivo de comercialização rápida.

Criação acordada de Conselhos Bilaterais: Ficou estabelecido que a cúpula oficial servirá de palco para anunciar a fundação de dois novos órgãos permanentes de cooperação: o Conselho Bilateral de Comércio e o Conselho Bilateral de Investimentos. A medida visa evitar novas escaladas drásticas de tarifas, como as registradas no último ano.
Abertura para commodities estratégicas: Interlocutores do governo chinês sinalizaram nos bastidores a disposição para ampliar de imediato a compra de produtos agrícolas norte-americanos, carne bovina e aeronaves comerciais da Boeing, ajudando a conter o déficit comercial dos EUA.
Articulação empresarial de peso: A inclusão de última hora de Jensen Huang (CEO da Nvidia) ao lado de Elon Musk (Tesla/SpaceX) e Tim Cook (Apple) no Air Force One garantiu um canal direto com Pequim. Essa frente de CEOs conseguiu reabrir conversas sobre as restrições à exportação de semicondutores e o fornecimento de terras raras antes mesmo do primeiro aperto de mãos presidencial.
A comitiva oficial que acompanha o presidente Donald Trump em sua visita de Estado a Pequim é composta por membros do alto escalão do governo norte-americano, familiares próximos, profissionais de mídia e uma expressiva delegação de 17 líderes empresariais das maiores corporações dos Estados Unidos.
Membros do Governo e Equipe Política
Núcleo Familiar e Mídia
Delegação de Líderes Empresariais (CEOs e Executivos)
Elon Musk: CEO da Tesla e da SpaceX.
Tim Cook: CEO da Apple.
Jensen Huang: CEO da Nvidia (integrado à comitiva a bordo do Air Force One de última hora).
Kelly Ortberg: CEO da Boeing.
David Solomon: CEO da Goldman Sachs.
Larry Fink: CEO da BlackRock.
Stephen Schwarzman: CEO e cofundador da Blackstone.
Jane Fraser: CEO do Citigroup (uma das duas únicas mulheres do grupo corporativo).
Dina Powell McCormick: Presidente e vice-presidente da Meta (segunda mulher a integrar a comitiva de negócios).
Cristiano Amon: CEO da Qualcomm (executivo de origem brasileira).
Sanjay Mehrotra: CEO da Micron Technology.
Brian Sikes: CEO da Cargill.
H. Lawrence Culp: CEO da GE Aerospace.
Ryan McInerney: CEO da Visa.
Michael Miebach: CEO da Mastercard.
Jacob Thaysen: CEO da Illumina.
Jim Anderson: CEO da Coherent.





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