Flávio Bolsonaro defende ações de segurança em Washington após reunião com Trump
- Equipe Canal do Rio

- 27 de mai.
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O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), concedeu uma entrevista coletiva em Washington, nos Estados Unidos, após se reunir com o presidente norte-americano Donald Trump na Casa Branca. Durante o pronunciamento aos jornalistas, o parlamentar brasileiro destacou propostas voltadas à segurança pública e parcerias comerciais.
Cooperação bilateral e combate ao crime organizado
No campo da segurança pública, o senador solicitou formalmente ao governo norte-americano que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) sejam classificados como organizações terroristas estrangeiras. Flávio Bolsonaro afirmou que, caso vença a eleição presidencial de 2026, pretende integrar o Brasil ao "Escudo das Américas", uma coalizão liderada por Washington voltada ao combate do crime organizado e de interferências estrangeiras na região.
A pauta econômica do encontro também incluiu discussões sobre tarifas comerciais e a cooperação na exploração de terras raras.
Bastidores e repercussão política
A agenda em Washington ocorre em meio a análises de bastidores sobre a estratégia da pré-campanha. Interlocutores políticos apontam que a viagem busca construir uma agenda positiva para o congressista, com o objetivo de mitigar o desgaste gerado pelas investigações do caso "Dark Horse", que apura o financiamento de um documentário sobre Jair Bolsonaro com recursos do banqueiro Daniel Vorcaro.
Houve divergências quanto à duração da agenda bilateral. Embora Flávio Bolsonaro tenha declarado que a reunião com Trump se estendeu por cerca de 1h30, fontes diplomáticas informaram que o contato direto com o mandatário norte-americano no Salão Oval foi breve, restrito principalmente a registros fotográficos e à entrega de documentos oficiais a assessores da Casa Branca.
Em Brasília, o governo federal mantém posicionamento contrário à inclusão das facções criminosas nacionais na lista de terrorismo dos Estados Unidos. A gestão atual argumenta que o ordenamento jurídico brasileiro já prevê punições rigorosas para essas organizações e que a classificação externa poderia abrir precedentes para intervenções estrangeiras em assuntos de soberania nacional.





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