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GUERRA DIPLOMÁTICA: Lula sobe o tom e promete vingança após Trump expulsar delegado da PF

  • Foto do escritor: Equipe Canal do Rio
    Equipe Canal do Rio
  • 21 de abr.
  • 2 min de leitura

Lula promete reciprocidade após expulsão de delegado da PF pelos EUA

O governo brasileiro reagiu à decisão da gestão de Donald Trump de ordenar a saída de Marcelo Ivo; policial monitorava Alexandre Ramagem na Flórida.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil adotará o princípio da reciprocidade em resposta à decisão do governo dos Estados Unidos de expulsar o delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo. O policial atuava em solo norte-americano no monitoramento do ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem, com o objetivo de acelerar os trâmites de um processo de extradição.

Tensão Diplomática

A determinação para que o delegado deixasse o país partiu da administração de Donald Trump, sob o argumento de que as atividades de monitoramento realizadas por Ivo não teriam seguido os protocolos diplomáticos de cooperação entre as nações. Em declaração oficial, Lula classificou a medida como desproporcional e indicou que o Itamaraty já estuda medidas correspondentes a serem aplicadas a representantes norte-americanos em exercício no Brasil.

Contexto do Monitoramento

Marcelo Ivo estava na Flórida para acompanhar de perto a situação de Alexandre Ramagem, figura central em investigações no Brasil. A estratégia da Polícia Federal visava dar celeridade ao processo de extradição, garantindo que o ex-diretor fosse reconduzido ao país para prestar esclarecimentos à justiça brasileira. Com a expulsão do delegado, o governo brasileiro enfrenta agora um novo obstáculo jurídico e diplomático para efetivar a medida.

Próximos Passos

O Ministério das Relações Exteriores e o Ministério da Justiça trabalham em conjunto para avaliar os impactos da decisão na cooperação policial internacional. Enquanto a ala diplomática busca evitar uma escalada de tensões com Washington, o Palácio do Planalto mantém a postura de que o Brasil deve preservar sua soberania e responder à altura das sanções aplicadas aos seus agentes oficiais.

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