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Incêndio na COP30 paralisa negociações e expõe fragilidades na infraestrutura do evento

  • 19 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura
REUTERS
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Belém (PA) – Um incêndio atingiu na tarde de quinta-feira (20) a chamada Zona Azul da COP30, área central das negociações climáticas da ONU, provocando a evacuação imediata de milhares de participantes e a suspensão das atividades por várias horas. O incidente ocorreu por volta das 14h, no Pavilhão dos Países, próximo à entrada principal do centro de convenções, onde estavam instalados estandes nacionais e ocorriam reuniões de alto nível.

Segundo o Corpo de Bombeiros do Pará, as chamas se espalharam rapidamente pelo revestimento de lona dos pavilhões, apesar do material ser classificado como antichamas. A operação de combate mobilizou 56 agentes e utilizou 244 extintores, conseguindo controlar o fogo em cerca de seis minutos. Ainda assim, parte da estrutura ficou destruída e um buraco se abriu no teto da área atingida.


A evacuação foi marcada por momentos de correria e pânico, mas ocorreu de forma relativamente ordenada. Ao menos 21 pessoas precisaram de atendimento médico, 19 por inalação de fumaça e duas por crises de ansiedade. Não houve registro de feridos graves.

As causas do incêndio ainda estão sob investigação. As primeiras hipóteses apontam para um curto-circuito em equipamento eletrônico, como um micro-ondas ou gerador. A velocidade com que o fogo se propagou levantou questionamentos sobre a segurança da infraestrutura do evento, que já vinha sendo alvo de críticas por problemas como falhas no ar-condicionado e infiltrações.


O episódio ocorreu em um momento crucial da conferência, quando avançavam negociações sobre financiamento climático e metas para redução de emissões. A interrupção das atividades aumentou a tensão entre delegados, que operam sob prazos apertados para fechar um acordo. A área afetada permanecerá interditada até o encerramento da COP30, previsto para esta sexta-feira (21).


Autoridades brasileiras destacaram a resposta rápida das equipes e minimizaram o impacto sobre o andamento da cúpula. “Foi um princípio de incêndio, controlado em poucos minutos. Poderia ter acontecido em qualquer lugar do mundo”, afirmou o ministro do Turismo, Celso Sabino, em entrevista no local.


Apesar da contenção das chamas, o incidente repercutiu internacionalmente, com veículos como BBC, Reuters e The New York Times destacando as falhas na infraestrutura e o clima de apreensão que tomou conta da conferência nos seus momentos finais. Entre os participantes, um diplomata carioca comentou com bom humor: “Olha, parecia até fogueira de São João, mas sem samba para aliviar a tensão”, ilustrando o contraste entre a gravidade do episódio e a leveza típica do espírito brasileiro.

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