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Israel afirma ter eliminado cúpula de segurança e liderança militar do Irã

  • Foto do escritor: Equipe Canal do Rio
    Equipe Canal do Rio
  • 17 de mar.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 18 de mar.


O governo de Israel confirmou, nesta terça-feira (17), a realização de operações militares de alto impacto em território iraniano que resultaram na morte de figuras centrais do regime de Teerã. Entre os alvos atingidos estão Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, e o general Gholamreza Soleimani, comandante da milícia Basij.


De acordo com o Ministério da Defesa israelense, Larijani — considerado um dos nomes mais influentes da política iraniana nas últimas décadas — foi morto durante um bombardeio aéreo em Teerã. A ofensiva também atingiu Gholamreza Soleimani, responsável pela liderança da Basij, força paramilitar fundamental para o controle social e a repressão interna no país.



Contexto de instabilidade e sucessão

As ações ocorrem em um momento de profunda sensibilidade política para o Irã. O país atravessa um período de transição após a morte do líder supremo Ali Khamenei, ocorrida em fevereiro, e a subsequente ascensão de seu filho, Mojtaba Khamenei, ao poder.


Especialistas apontam que a eliminação de Larijani e Soleimani representa um golpe estratégico contra a estrutura de segurança iraniana, atingindo tanto a articulação diplomática quanto a capacidade de mobilização interna do regime.


Até o fechamento desta reportagem, o governo do Irã não havia emitido um comunicado oficial confirmando ou negando as baixas. Autoridades locais limitaram-se a classificar as informações preliminares como "rumores".


Fragilidade Política no Irã

Internamente, a perda de dois pilares do regime ocorre no momento mais vulnerável da liderança de Mojtaba Khamenei. Enquanto Larijani era o principal articulador político e diplomático, Soleimani garantia a estabilidade interna através da milícia Basij. Sem essas figuras, o novo Líder Supremo enfrenta o desafio de conter possíveis revoltas civis e manter a coesão entre as alas radicais e moderadas do governo.


Reações Internacionais

Estados Unidos: A Casa Branca afirmou monitorar a situação com "extrema atenção", reiterando o apoio ao direito de autodefesa de Israel, mas apelando pela contenção para evitar uma guerra regional total.


União Europeia: Diplomatas em Bruxelas expressaram preocupação com o "vácuo de interlocução" deixado pela morte de Larijani, que era visto como um canal de diálogo em negociações nucleares.


Rússia e China: Ambos os governos condenaram o uso da força em solo soberano e pediram uma investigação independente sobre os ataques em Teerã.

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