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Jornalistas americanos classificam viagem de Lula aos EUA como fiasco.

  • Foto do escritor: Equipe Canal do Rio
    Equipe Canal do Rio
  • 9 de mai.
  • 3 min de leitura

O recente encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o homólogo norte-americano Donald Trump, em Washington, tem sido classificado por analistas e emissoras americanas, assim como jornalista Claudio Dantas, como um verdadeiro fiasco diplomático. Segundo o jornalista, a viagem realizada em 7 de maio de 2026 evidenciou um presidente sem prestígio político no cenário internacional, sendo recebido na Casa Branca apenas por formalidade protocolar, sem que o Brasil conseguisse pautar temas de interesse estratégico ou atrair investimentos concretos.

Um "prazo" para o crime organizado

A frase: "Quem escapou até a semana que vem, tudo bem, mas quem não escapou não vai escapar mais."

A contradição: A fala, dita logo após o encontro com Trump, sugere que apenas agora — no quarto ano de mandato — o governo iniciará um combate "de verdade". Para muitos críticos , a frase soa como uma confissão de que as facções operaram livremente nos últimos anos sob a atual gestão.

Sobre a origem do narcotráfico

A frase: "Como você vai fazer um país deixar de produzir coca se você não oferece alternativa? Enquanto houver consumidores, não vamos parar."

A contradição: Ao mesmo tempo em que promete um plano de "tolerância zero" para a próxima semana, Lula retoma um discurso que transfere a responsabilidade do combate ao tráfico para o mercado consumidor e para a falta de incentivos agrícolas. Essa visão é vista como um recuo retórico que suaviza a repressão direta necessária contra as facções que ele agora promete destruir.

A gafe sobre a "referência" no crime

A frase: "O Brasil será um dos países mais respeitados do mundo no crime organizado."

A contradição: Proferida pouco antes da viagem, durante a sanção do PL Antifacção, o ato falho de Lula foi explorado também pelo jornalista Claudio Dantas, como um símbolo do subconsciente do governo. A tentativa de dizer que o país seria referência no combate acabou soando como um aceno irônico à força que as facções ganharam no território nacional.

Isolamento estratégico e ausência de resultados

A análise reforça que a tentativa brasileira de focar em governança global e questões ambientais colidiu com a agenda pragmática de Trump, centrada em segurança de fronteiras e protecionismo comercial. Esse desalinhamento resultou em um isolamento do mandatário brasileiro, cuja presença em solo americano foi interpretada pela oposição e por críticos como um erro tático. O episódio expôs a perda de influência do Brasil no tabuleiro geopolítico, restando ao governo apenas o ônus político de uma agenda vazia de resultados práticos.

Gastos bilionários sob crescente contestação

Além do insucesso diplomático, o custo da viagem aos cofres públicos intensifica a percepção de fracasso. Ficou destacado que a atual gestão já acumula 155 dias fora do país e aproxima-se da marca histórica de R\( 1 bilhão em gastos com missões internacionais desde 2023. O contraste entre o luxo das comitivas — exemplificado por estadias que ultrapassam R\) 800 mil em poucos dias — e a ausência de benefícios econômicos para o país tem servido de combustível para a tese de que a política externa atual prioriza o turismo governamental em detrimento da eficiência pública.

Contradições no combate ao narcotráfico e crime organizado 

A postura de Lula durante a agenda nos Estados Unidos expôs contradições profundas em sua estratégia de segurança. Enquanto o governo tenta evitar que grupos como o PCC e o Comando Vermelho sejam classificados como terroristas pelos EUA — por medo de intervenções externas —, o presidente defende que o combate deve ser focado em "alternativas econômicas" e não apenas em repressão militar. Essa abordagem ignora a complexidade do poder financeiro das facções, que o próprio Lula admitiu operarem hoje como "empresas multinacionais" infiltradas na política e no esporte.

fontes : Claudio Dantas, CNN, BBC internacional.

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