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Mahmoud Ahmadinejad é morto em ataque aéreo

  • Foto do escritor: Equipe Canal do Rio
    Equipe Canal do Rio
  • 1 de mar.
  • 2 min de leitura
Lula e Ahmadinejad em 2010
Lula e Ahmadinejad em 2010

Os ataques aéreos realizados neste fim de semana por forças dos Estados Unidos e de Israel em Teerã resultaram na morte do ex-presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad, de acordo com relatos da mídia iraniana e agências internacionais. Ahmadinejad foi atingido durante uma série de ataques que também atingiram outras figuras de alto escalão no regime e ocorreram num contexto de forte repressão interna a protestos contra o governo teocrático.


Segundo a agência estatal iraniana ILNA, Ahmadinejad e seus seguranças foram mortos quando a residência dele no bairro de Narmak, em Teerã, foi alvo de disparos na manhã de sábado (28). O ex-presidente, que liderou o país entre 2005 e 2013, vinha ocupando cargos consultivos no Conselho de Discernimento do Sistema, um órgão influente na estrutura política iraniana.


Os ataques ocorreram em meio a uma onda de manifestações populares dentro do Irã, nas quais milhares de civis protestaram contra políticas repressivas e a longa manutenção no poder de líderes teocráticos. Organizações de direitos humanos e veículos internacionais relataram que a repressão à oposição e aos protestos resultou em detenção de manifestantes, torturas e um número significativo de mortes nas últimas semanas — fatores que alimentaram a instabilidade no país e aumentaram a tensão com potências estrangeiras.


Paralelamente, a operação envolveu uma ofensiva mais ampla que, segundo o governo iraniano e fontes internacionais, matou também o líder supremo Aiatalá Ali Khamenei e outros membros do alto escalão político e militar de Teerã, embora algumas mortes ainda aguardem confirmação oficial. A investida foi descrita por autoridades dos Estados Unidos e de Israel como parte de uma tentativa de desarticular a liderança do regime e seus mecanismos de comando diante de crescentes tensões sobre o programa nuclear iraniano.


O ataque a Ahmadinejad e outros dirigentes é visto como parte de um dos episódios de maior escalada militar no Oriente Médio em décadas, com repercussões que já incluem retaliações de mísseis e drones por parte do Irã contra alvos em Israel, bases norte-americanas e países vizinhos, além de uma deterioração mais ampla da segurança regional com ataques persas sendo realizados em países árabes.


Relação com Lula


Durante o segundo mandato de Lula, o Brasil adotou uma estratégia de maior protagonismo internacional e buscou ampliar relações com países emergentes e nações fora do eixo tradicional das potências ocidentais. Nesse contexto, houve aproximação com o governo iraniano, então liderado por Mahmoud Ahmadinejad, especialmente no período em que o programa nuclear do Irã era alvo de forte pressão internacional.


Críticos da política externa daquele período afirmam que a aproximação brasileira conferiu legitimidade internacional a um regime acusado de violações de direitos humanos e de repressão política, principalmente contra mulheres.


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