Mudando o tamanho do estrago! PGR sinalizam avanço de delação premiada de Daniel Vorcaro
- Equipe Canal do Rio

- 21 de abr.
- 2 min de leitura

Mudando o tamanho do estrago
A movimentação jurídica de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, em abril de 2026, consolidou o avanço estratégico para um acordo de delação premiada que promete impactar profundamente as estruturas de poder em Brasília e no mercado financeiro.
Os fatos que sustentam essa mudança no "tamanho do estrago" incluem:
1. Reestruturação Estratégica da Defesa
Em março de 2026, Vorcaro substituiu o advogado Pierpaolo Bottini, crítico histórico de acordos de colaboração, pelo criminalista José Luis Oliveira Lima, conhecido como "Juca". Oliveira Lima tem expertise em grandes delações, tendo atuado em casos da Lava Jato e do Mensalão. Outros advogados, como Roberto Podval, também deixaram a equipe por desconforto com a estratégia de colaboração que envolveria pessoas conhecidas.
2. Formalização com a PGR e PF
O processo tornou-se oficial com a assinatura de um termo de confidencialidade junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal. Esse documento é o marco inicial das negociações, permitindo que a defesa apresente os "anexos" (tópicos da delação) sem o risco de uso imediato das informações contra o réu. Para facilitar as tratativas, Vorcaro foi transferido de helicóptero para a Superintendência da PF em Brasília.
3. Provas Digitais e "Vazamento" de Dados
A delação não se baseia apenas em relatos, mas em provas técnicas robustas. A PF conseguiu extrair dados de dispositivos eletrônicos apreendidos na Operação Compliance Zero, incluindo perícias em celulares que revelaram esquemas de corrupção, gestão fraudulenta e pagamentos a intermediários.
Vazamento de mensagens: O ministro André Mendonça (STF) chegou a abrir inquérito para investigar o vazamento de conversas de Vorcaro que já circulavam na mídia.
Alcance: O acordo pode envolver a devolução de até R$ 40 bilhões e citações a autoridades dos Três Poderes.
Desdobramentos Recentes
Em 16 de abril de 2026, a PF prendeu o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, e o advogado Daniel Monteiro, em ações que utilizam as evidências já colhidas sobre o esquema do Banco Master. A expectativa é que a proposta formal de delação, com todos os nomes e provas documentais, seja entregue em maio de 2026.
Assista o video por @paulascrok ( https://www.instagram.com/reels/DXZSCbpkkKs/ )






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