Operação Sem Desconto cumpre mandados contra fraude bilionária no INSS. Esquema movimentou R$ 6,3 bilhões com descontos associativos não autorizados.
- Equipe Canal do Rio

- 27 de mai.
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PF e CGU deflagram nova fase de operação contra descontos indevidos em aposentadorias
A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram uma nova fase da Operação Sem Desconto. A ação visa desarticular um esquema bilionário de descontos associativos não autorizados aplicados diretamente nas folhas de pagamento de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Cumprimento de mandados e atuação do STF
Nesta etapa, os agentes cumprem 31 mandados de busca e apreensão, além de oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico. As ordens judiciais, expedidas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), são executadas em Pernambuco, São Paulo, Paraíba e no Distrito Federal. O principal objetivo das medidas constritivas e do bloqueio de bens é interromper atos de ocultação e dilapidação patrimonial, uma vez que os alvos tentavam se desfazer do patrimônio para evitar o alcance da Justiça. Durante as buscas na residência de um servidor do INSS em Pernambuco, equipes da PF localizaram dinheiro em espécie escondido em sacos de lixo.
Investigação aponta rombo de R$ 6,3 bilhões
O inquérito apura as atividades de três núcleos regionais que utilizavam acordos de cooperação técnica com a autarquia federal para filiar idosos fraudulentamente. No Distrito Federal, o foco recai sobre os responsáveis pelas associações Unibap e Abenprev. Em São Paulo, os mandados miram entidades como Amar Brasil Clube de Benefícios, Master Prev, Andapp e Aasap, enquanto em Pernambuco a atenção se concentra em servidores e ex-servidores de agências locais e na associação Abapen.
As investigações apontam que o esquema movimentou cerca de R$ 6,3 bilhões em desvios entre 2019 e 2024. As falsas associações alegavam oferecer serviços como assistência jurídica, planos de saúde e acesso a academias. No entanto, auditorias da CGU comprovaram que tais entidades não possuíam estrutura real e que os segurados sequer tinham conhecimento das filiações. Devido ao avanço dos indícios sobre agentes políticos com prerrogativa de foro, o caso foi transferido para a Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores (Cinq) da Polícia Federal.
Orientações aos segurados e ressarcimento
Os cidadãos que suspeitarem de cobranças indevidas em seus benefícios devem consultar o Extrato de Pagamento de Benefício por meio do aplicativo ou do site Meu INSS, utilizando as credenciais da conta Gov.br. Caso identifiquem rubricas de descontos associativos não reconhecidos, os segurados podem solicitar a exclusão da mensalidade diretamente na plataforma digital ou por meio de ligação para a Central 135. O Governo Federal mantém um processo administrativo de ressarcimento com valores corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O termo de adesão para devolução fica disponível para preenchimento nas abas de consulta de pedidos do sistema oficial.





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