Prejuízo dos Correios cresce 83% e atinge R$ 3,158 bilhões no primeiro trimestre de 2026
- Equipe Canal do Rio

- 1 de jun.
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Os Correios registraram um prejuízo líquido de R$ 3,158 bilhões no primeiro trimestre de 2026, o que representa um aumento de 83% em relação ao deficit de R$ 1,725 bilhão computado no mesmo período do ano anterior. O balanço financeiro oficial, divulgado nesta segunda-feira (1º de junho), consolida o 14º trimestre consecutivo de saldo negativo para a empresa pública.
Fatores de impacto no resultado financeiro
De acordo com os relatórios divulgados pela Agência Brasil e pelo portal Poder360, a aceleração das perdas foi motivada, majoritariamente, por pressões financeiras e provisões contábeis. As despesas financeiras da estatal saltaram de R$ 283 milhões para R$ 985 milhões, uma alta de 248% decorrente dos juros e encargos de um empréstimo de R$ 12 bilhões contratado no fim de 2025 com garantia da União. Além disso, a empresa provisionou R$ 1,06 bilhão para cobrir riscos de processos trabalhistas, atendendo a exigências de órgãos de controle como o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Controladoria-Geral da União (CGU).
No campo operacional, o desempenho comercial também registrou retração. A receita com postagens internacionais recuou 60,3%, passando de R$ 393 milhões para R$ 156 milhões, sob reflexo direto das regras de tributação do programa Remessa Conforme. Paralelamente, o segmento geral de encomendas apresentou queda de 5,5% no faturamento, fechando o trimestre em R$ 2,2 bilhões.
Desempenho e indicadores contábeis
Os dados consolidados revelam uma retração na receita bruta total, que passou de R$ 4,13 bilhões nos três primeiros meses de 2025 para R$ 4,04 bilhões no primeiro trimestre deste ano, representando um recuo de 2,2%. Com o novo deficit, o patrimônio líquido da estatal permaneceu em terreno negativo, acumulando R$ 16,2 bilhões.
Medidas de contenção e governança
Para mitigar a crise financeira, a gestão liderada por Emmanoel Rondon reduziu os custos operacionais diretos em 7,6% e as despesas com pessoal em 4,1%, impulsionada pela implementação de Planos de Demissão Voluntária (PDV). Adicionalmente, o Ministério das Comunicações estuda a cessão de galpões logísticos à Receita Federal como forma de monetizar ativos ociosos.
O plano do governo prevê o reequilíbrio financeiro da estatal até o ano de 2027. Contudo, o TCU emitiu alertas formais sobre os riscos de descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), apontando a necessidade de auditorias independentes para avaliar a capacidade real de pagamento da empresa diante dos aportes e empréstimos assegurados pelo Tesouro Nacional.





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