STJ manda soltar funkeiro preso pela PF em esquema de R$ 1,6 bilhão. MC Ryan
- Equipe Canal do Rio

- 23 de abr.
- 2 min de leitura

STJ determina soltura de MC Ryan SP e outros investigados em operação de R$ 1,6 bilhão
Decisão do ministro Messod Azulay Neto considerou a manutenção das prisões temporárias como "flagrante ilegalidade" após o vencimento do prazo inicial.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou, nesta quinta-feira (23), a soltura imediata do cantor MC Ryan SP. O artista estava sob custódia preventiva há oito dias no Centro de Detenção Provisória (CDP) Belém, na capital paulista, em decorrência da Operação Narco Fluxo, deflagrada pela Polícia Federal.
A decisão foi proferida pelo ministro Messod Azulay Neto, relator do caso, que identificou "flagrante ilegalidade" na prorrogação da prisão temporária para 30 dias. Segundo o magistrado, a própria Polícia Federal havia solicitado originalmente apenas cinco dias de detenção para a coleta de depoimentos e diligências iniciais, prazo que já havia expirado sem justificativa jurídica para a manutenção do cárcere.
Extensão do benefício e alvos da operação
O habeas corpus concedido a MC Ryan SP foi estendido a outros nomes de relevância pública detidos no mesmo inquérito. Entre os beneficiados pela decisão estão o cantor MC Poze do Rodo, o influenciador digital Chrys Dias e Raphael Sousa Oliveira, proprietário da página Choquei. A expectativa é que todos deixem o sistema prisional ainda nesta quinta-feira, após o processamento dos respectivos alvarás de soltura.
O esquema de lavagem e a continuidade das investigações
A Operação Narco Fluxo apura as atividades de uma organização criminosa suspeita de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão. De acordo com os relatórios da Polícia Federal, o grupo utilizava uma rede complexa que envolvia plataformas de apostas (bets) não autorizadas, rifas clandestinas e o comércio de entorpecentes para a lavagem de dinheiro.
Os investigadores apontam MC Ryan SP como uma das figuras centrais na liderança do esquema, que faria uso de empresas de fachada e operações com criptoativos para ocultar a origem ilícita dos recursos. Apesar da liberação dos investigados, o processo segue em curso, e as medidas cautelares de bloqueio de bens e valores determinadas pela Justiça permanecem em vigor para garantir o ressarcimento aos cofres públicos e a continuidade da coleta de provas.
VIVA SÃO JORGE !





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