Suspeito ligado à investigação do Banco Master tenta suicídio sob custódia e estado de saúde gera dúvidas
- Equipe Canal do Rio

- 5 de mar.
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Atualizado: 11 de mar.

A situação envolvendo o homem conhecido como “Sicário”, apontado como operador de espionagem ligado ao empresário Daniel Vorcaro, ganhou novos desdobramentos após divergências nas informações divulgadas sobre seu estado de saúde.
Identificado como Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, ele foi preso durante a Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal, que investiga um suposto esquema de espionagem e coleta ilegal de informações envolvendo o Banco Master.
Segundo informações da investigação, Mourão tentou tirar a própria vida enquanto estava sob custódia da Polícia Federal. Ele recebeu atendimento imediato e foi encaminhado em estado gravíssimo ao Hospital João XXIII, em Belo Horizonte. Inicialmente circularam relatos de que o investigado teria morrido ou apresentado morte encefálica, mas a Polícia Federal esclareceu posteriormente que o óbito não havia sido confirmado, pois o protocolo médico para constatação de morte encefálica ainda estava em andamento.
A divergência nas informações ampliou a repercussão do caso, sobretudo porque Mourão é considerado uma peça importante nas investigações. De acordo com a Polícia Federal, ele integraria um grupo responsável por monitorar adversários e coletar dados sensíveis, inclusive por meio de acesso indevido a sistemas restritos de órgãos públicos.
A análise de mensagens apreendidas durante a operação reforçou essa hipótese. Nos diálogos, segundo os investigadores, aparecem referências a vigilância de pessoas e à coleta de informações pessoais e profissionais, além de relatórios sobre deslocamentos e contatos de determinados alvos. Em alguns trechos surgem expressões como “dar um sacode” ou “moer”, interpretadas pela investigação como linguagem de ameaça ou intimidação contra pessoas consideradas críticas ou adversárias.
Outro ponto que chamou a atenção das autoridades foi a possibilidade de obtenção irregular de dados sigilosos. Conversas analisadas indicariam tentativas de acesso a bases restritas, o que levantou suspeitas de uso indevido de sistemas públicos ou privados para obtenção de informações estratégicas.
Nos registros também aparecem referências a um grupo informal chamado “A Turma”, que, segundo a investigação, poderia estar envolvido nas atividades de monitoramento e coleta de dados. A Polícia Federal segue analisando o conteúdo dos celulares e das mensagens apreendidas, parte das quais permanece sob sigilo judicial.
Enquanto aguardam a conclusão dos procedimentos médicos que irão esclarecer oficialmente o estado clínico de Mourão, as autoridades mantêm o foco no avanço das apurações relacionadas ao suposto esquema de espionagem investigado pela Operação Compliance Zero.





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