"Vão para o inferno com autoridades": O desabafo bombástico de Fux que sacudiu o STF
- Equipe Canal do Rio

- 11 de abr.
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Em defesa do Rio, Fux rebate estigmas e diz que políticos não irão sozinhos ao "inferno"
Natural do Rio de Janeiro, ministro Luiz Fux confronta críticas de colegas ao sistema político fluminense e cita envolvimento de outras autoridades em casos de repercussão.
Durante a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) desta quinta-feira (9), o ministro Luiz Fux assumiu uma postura incisiva em defesa da integridade institucional de sua terra natal, o Rio de Janeiro. Diante de comentários de seus pares que associavam a política fluminense a práticas ilícitas, Fux reagiu ao que chamou de "descrédito generalizado" contra o estado, afirmando que, se os políticos locais forem condenados ao "inferno", "eles irão acompanhados das mais altas autoridades".
A Voz do Rio no Plenário
O magistrado, reconhecido por sua trajetória jurídica iniciada no Rio de Janeiro, divergiu frontalmente de ministros como Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Flávio Dino. Enquanto estes pontuavam a infiltração de grupos criminosos e do jogo do bicho na estrutura política do estado, Fux ressaltou a existência de "excelentes políticos" que representam dignamente a população carioca e fluminense.
Para o ministro, o tratamento dispensado ao Rio é desproporcional. Ele argumentou que a criminalidade e a degradação institucional não são fenômenos exclusivos da região, utilizando o caso do Banco Master como exemplo de que investigações e suspeitas alcançam esferas de poder que ultrapassam as fronteiras estaduais.
O Embate sobre as Eleições Fluminenses
O pronunciamento ocorreu no âmbito do julgamento que define o formato das eleições para a sucessão provisória no governo do Rio de Janeiro. No mérito da questão, Fux defende a validade do rito de eleições indiretas, abrindo uma divergência fundamental em relação ao voto do ministro Cristiano Zanin.
O julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o modelo de eleição para o governo do Rio de Janeiro foi suspenso e o placar atualizado é de 4 a 1 em favor das eleições indiretas.

Até o momento da suspensão, os votos foram distribuídos da seguinte forma:
Pela Eleição Indireta (4 votos):
Luiz Fux (autor da divergência e defensor da autonomia do RJ).
André Mendonça.
Nunes Marques.
Cármen Lúcia.
Ainda faltam os votos de Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Edson Fachin e do próprio Flávio Dino
Com o pedido de vista, não há uma data definida para a retomada do julgamento. Enquanto a decisão final não ocorre, o estado do Rio de Janeiro permanece sob o comando interino do presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto de Castro.





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