Adilsinho, bicheiro mais procurado do Rio, é preso em mansão em Cabo Frio
- Equipe Canal do Rio

- 26 de fev.
- 2 min de leitura
Atualizado: 11 de mar.

O contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como "Adilsinho", foi preso na manhã desta quinta-feira (26) em uma operação coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/RJ). O bicheiro, considerado o mais procurado do estado, foi localizado em uma mansão de luxo no bairro Mata e Branca, em Cabo Frio, na Região dos Lagos.
A ação, que contou com o apoio da Polícia Federal, da Polícia Civil e do Ministério Público, pôs fim a anos de buscas contra o suspeito. No momento da abordagem, os agentes também prenderam o policial militar Diego D'arribada Rebello de Lima, que realizava a segurança particular do contraventor. Adilsinho possuía quatro mandados de prisão em aberto por crimes que incluem homicídio, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Investigadores apontam que o detido exerce papel central na cúpula do jogo do bicho e lidera a chamada "máfia dos cigarros", sendo apontado como o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados no Rio de Janeiro. Além da atuação no crime organizado, Adilsinho é uma figura influente no Carnaval carioca, ocupando o posto de patrono da escola de samba Acadêmicos do Salgueiro.
Após a captura em Cabo Frio, o preso foi transferido sob forte escolta policial para a sede da Polícia Federal, na capital fluminense, onde permanecerá à disposição da Justiça.

Os principais detalhes da ação policial foram:
Monitoramento por Drones: O uso de imagens aéreas captadas por drones foi decisivo para confirmar o paradeiro exato do bicheiro e mapear a mansão em Cabo Frio onde ele se escondia.

Abordagem e Localização: Os agentes cercaram a residência no bairro nobre de Mata e Branca. Adilsinho, que estava foragido e era considerado o bicheiro "mais sanguinário" do Rio pelo superintendente da PF, foi surpreendido e preso sem resistência.
Apoio Aéreo: A operação contou com o suporte do Serviço Aeropolicial, utilizando helicópteros para o cerco e para o posterior transporte do preso até a capital.
Prisão de Segurança: Durante a incursão, a polícia também prendeu em flagrante um policial militar da ativa, lotado na UPP Fazendinha, que trabalhava ilegalmente como segurança particular do contraventor.
Transferência: Após a captura, Adilsinho foi levado para a Superintendência Regional da PF na Praça Mauá, de onde seguirá para o sistema prisional de segurança máxima.
A ação é vista como um golpe duro na cúpula do jogo do bicho e na "máfia dos cigarros", atividade transnacional que Adilsinho é acusado de chefiar





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