Ramagem critica postura de Michelle Bolsonaro em programa nos EUA após condenação pelo STF
- Equipe Canal do Rio

- 21 de fev.
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Atualizado: 23 de fev.

O deputado federal Alexandre Ramagem, considerado foragido nos Estados Unidos após condenação pelo Supremo Tribunal Federal, tem feito críticas à postura de Michelle Bolsonaro durante participações em programas realizados no exterior.
Michelle foi a principal apoiadora da campanha de Ramagem à Prefeitura do Rio de Janeiro em 2024. Apesar de episódios classificados como “ato falho”, quando se referiu a si própria como candidata, a narrativa oficial da campanha sempre destacou sua atuação como reforço político à candidatura do deputado.
Cotada para disputar o Senado pelo Distrito Federal, Michelle mantém protagonismo no campo conservador, enquanto Ramagem, com o mandato de deputado federal ameaçado de cassação, permanece nos Estados Unidos.
Discurso de unidade e lealdade
Nas participações públicas, Ramagem tem afirmado que o surgimento de novas lideranças da direita — incluindo a sua — decorre da chamada “onda bolsonarista” e do legado do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo o parlamentar, esse capital político impõe compromisso ideológico aos que foram eleitos com apoio do movimento. Ele sustenta que é necessário preservar a unidade do grupo, especialmente em meio às investigações judiciais que atingem integrantes do campo conservador.
Críticas a aliados que se distanciaram
Ramagem também tem direcionado críticas a políticos que, segundo ele, se elegeram com apoio de Bolsonaro e posteriormente se afastaram do grupo. As declarações não costumam atingir figuras centrais do bolsonarismo, como Michelle Bolsonaro, mas focam em nomes que teriam “traído” o movimento.
Projeções para 2026
O deputado afirma que a “onda bolsonarista” permanece ativa e defende que a direita se mantenha coesa em torno dos nomes indicados pelo PL com vistas às próximas eleições.
A condenação de Ramagem e as investigações em curso envolvem apurações sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado e o uso ilegal da estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).





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