“Careca do INSS” prepara proposta de delação premiada e pode citar filho do presidente
- Equipe Canal do Rio

- 17 de fev.
- 2 min de leitura
Atualizado: 11 de mar.

Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, negocia um acordo de delação premiada após quase um ano preso. O operador financeiro está detido desde setembro de 2025 e decidiu iniciar tratativas com a Justiça após a prisão do filho e a convocação da esposa para depor na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.
Segundo interlocutores, o avanço das investigações e o impacto direto sobre familiares teriam sido determinantes para a mudança de estratégia jurídica.
Possível foco em Lulinha
Entre os pontos centrais da colaboração estaria o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Investigações e mensagens analisadas por autoridades apontariam uma suposta proximidade entre Antunes e Lulinha, incluindo alegações de sociedade empresarial relacionada a esquemas de desvios de recursos de aposentados. As suspeitas ainda estão sob apuração.
Pressão familiar e mudança de estratégia
A convocação da esposa de Antunes para depor na CPMI e a prisão do filho são descritas por aliados como a “gota d’água” que levou o operador a reconsiderar a postura anterior.
Inicialmente, a defesa negava qualquer intenção de firmar acordo de colaboração. No entanto, após a substituição da equipe jurídica, a estratégia foi revista e as negociações passaram a ser admitidas.
Repercussão política
Parlamentares da oposição, como o deputado Kim Kataguiri e o senador Sergio Moro, têm ressaltado o potencial impacto político de eventuais revelações envolvendo o entorno do governo.
Questionado sobre investigações que citam o filho, o presidente Lula declarou que ele deve exercer o direito de defesa e que, caso sejam comprovados erros, “pagar o preço”.
A eventual delação pode ampliar a crise política em torno do caso e gerar novos desdobramentos no Congresso e no Judiciário.





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