Atos reúnem milhares na Avenida Paulista e em Copacabana neste domingo 1º de Março.
- Equipe Canal do Rio

- 1 de mar.
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Atos realizados neste domingo (1º) focaram em pedidos de impeachment, anistia e críticas ao Judiciário.
Manifestantes de oposição ao governo federal e ao Supremo Tribunal Federal (STF) ocuparam a Avenida Paulista, em São Paulo, e a orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, neste domingo (1º de março). Batizado de "Acorda, Brasil", o movimento coordenou pautas que variam desde o pedido de impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva até a defesa de anistia para os condenados pelos ataques de 8 de janeiro.
Mobilização na capital paulista
Na capital paulista, a concentração ocorreu majoritariamente em frente ao Museu de Arte de São Paulo (MASP). De acordo com o monitoramento realizado pelo grupo de pesquisa da USP, o evento atingiu um pico de público estimado em 42,2 mil pessoas. O palanque principal contou com a presença de figuras proeminentes da direita brasileira, incluindo os governadores Romeu Zema (MG) e Ronaldo Caiado (GO), o senador Flávio Bolsonaro, o deputado federal Nikolas Ferreira e o pastor Silas Malafaia.
Os discursos na Avenida Paulista concentraram-se em críticas institucionais direcionadas aos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além de reforçarem a narrativa de defesa das liberdades individuais e oposição às políticas da atual gestão federal.
Ato na orla fluminense
No Rio de Janeiro, a mobilização ocorreu durante a manhã, na Praia de Copacabana. Embora tenha seguido a mesma linha programática dos atos em São Paulo, a adesão foi significativamente menor. Segundo os dados da USP, o público estimado foi de aproximadamente 4,7 mil manifestantes. Apesar do baixo quórum em comparação a mobilizações históricas no mesmo local, o evento transcorreu de forma pacífica, sem registros de incidentes graves até o fechamento desta edição.

Pressão Institucional e Pauta de Anistia
Diferente de mobilizações anteriores, os protestos de hoje ampliaram o foco para o Legislativo e o Judiciário:
As críticas foram direcionadas nominalmente aos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, com pedidos explícitos de impeachment.
Estratégia de Mobilização: A defesa da anistia tornou-se o eixo central da oposição para manter a militância engajada, utilizando o tema como instrumento de pressão sobre o Congresso Nacional para reverter condenações judiciais.
Avaliação do Impacto no Rio de Janeiro
Embora as lideranças tentem projetar força, a manifestação em Copacabana foi classificada por analistas e setores do próprio governo como "esvaziada". Com um público estimado pela USP em 4.700 pessoas, o ato no Rio serviu mais como um palanque para pré-candidatos locais ao governo do estado do que como uma demonstração de força nacional massiva.
Reação do Governo e do Judiciário
Até o momento, o Palácio do Planalto mantém uma postura de cautela, tratando os atos como manifestações democráticas, mas alertando para o caráter "golpista" de pautas que questionam investigações judiciais em curso. No STF, o clima é de monitoramento das falas proferidas nos trios elétricos para avaliar possíveis novos abusos contra a ordem democrática

Avenida Paulista: O termômetro da capital
Em São Paulo, o registro de 42,2 mil pessoas representa uma mobilização expressiva para o calendário político atual, mas fica significativamente abaixo do ato de fevereiro de 2024, que reuniu cerca de 185 mil manifestantes no mesmo local.
A disparidade sugere que, embora a oposição mantenha uma capacidade de mobilização resiliente, o apelo das pautas atuais — focadas em anistia e críticas ao Judiciário — possui um alcance mais restrito do que o sentimento de "defesa institucional" que catalisou o público anteriormente. Todavia, a densidade alcançada foi suficiente para ocupar os quarteirões principais da avenida, garantindo o impacto visual desejado pelas lideranças.
Copacabana e o contraste regional
O Rio de Janeiro apresentou o contraste mais nítido. Com apenas 4,7 mil presentes, a manifestação em Copacabana foi considerada "esvaziada" por observadores políticos. Para fins de comparação, atos similares em 2024 e 2025 frequentemente ultrapassavam a marca de 30 mil pessoas na orla.
Especialistas apontam que a pulverização da liderança local e o foco concentrado no evento de São Paulo podem ter drenado o público fluminense. Enquanto a Paulista se consolidou como o palco nacional da oposição, Copacabana operou neste domingo como um evento de apoio regionalizado, perdendo o caráter de "massa" visto em outras ocasiões.





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