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Bolsonaro escolhe chapa pura do PL com Bia Kicis e Michelle ao Senado no DF

  • Foto do escritor: Equipe Canal do Rio
    Equipe Canal do Rio
  • 24 de fev.
  • 3 min de leitura

O ex-presidente Jair Bolsonaro definiu a estratégia do Partido Liberal (PL) para o Distrito Federal em 2026: uma "chapa pura" feminina composta por Michelle Bolsonaro e Bia Kicis para disputar as duas vagas disponíveis no Senado Federal.

A decisão foi confirmada pelo deputado Ubiratan Sanderson (PL-RS) após visita a Bolsonaro em Brasília. O movimento representa uma mudança significativa no tabuleiro político local, uma vez que o grupo deve marchar ao lado da vice-governadora Celina Leão (PP) na corrida pelo Palácio do Buriti, isolando as pretensões do atual governador Ibaneis Rocha (MDB), que também almeja o Senado.

Com Bia Kicis já em pré-campanha e Michelle consolidada como forte cabo eleitoral, a estratégia visa maximizar a influência do bolsonarismo na capital federal. A união das duas parlamentares busca garantir o controle das cadeiras do DF na Câmara Alta, priorizando a lealdade ideológica em detrimento de alianças amplas com o centro.

A oficialização da chapa Michelle Bolsonaro e Bia Kicis para o Senado em 2026 sacudiu os bastidores do Distrito Federal, forçando o governador Ibaneis Rocha (MDB) a recalcular sua estratégia política e expondo fissuras na até então sólida aliança de centro-direita.


Principais Adversários e o Tabuleiro Eleitoral

A disputa pelas duas cadeiras do DF no Senado Federal agora se divide em três blocos principais:

Ibaneis Rocha (MDB)


Mesmo após o anúncio da chapa pura do PL, Ibaneis reafirmou sua pré-candidatura, afirmando que seguirá articulando para manter um palanque de centro-direita unificado. Contudo, o governador enfrenta um cenário de desgaste devido aos pedidos de impeachment protocolados pela oposição em janeiro de 2026, relacionados a suspeitas de irregularidades no caso Banco Master.


A senadora Leila Barros (PDT), que busca a reeleição, e nomes da federação PT/PV/PCdoB (como o deputado distrital Gabriel Magno) aparecem como os principais contrapontos ideológicos. Pesquisas de 2025 indicavam Michelle e Ibaneis como favoritos, mas a fragmentação da direita pode abrir espaço para uma candidatura de esquerda competitiva.

Impacto no Governo Ibaneis e Aliança com Celina Leão

A escolha de Bolsonaro isola politicamente o governador dentro de sua própria base:

Dilema de Celina Leão (PP): A vice-governadora é a candidata natural ao Buriti com o apoio de Ibaneis, mas agora terá Michelle e Bia Kicis em seu palanque. Isso cria uma situação desconfortável: Celina precisará equilibrar a lealdade ao atual governador com a necessidade do apoio do eleitorado bolsonarista raiz, que agora tem candidatas próprias ao Senado.

Rachadura na Base: Parlamentares aliados a Ibaneis temem que a priorização da "pauta ideológica" do PL prejudique a governabilidade na reta final do mandato, especialmente com a oposição insistindo em CPIs e pautas de fiscalização sobre o GDF.

Terceira Via de Direita: O isolamento de Ibaneis pode empurrá-lo para uma aliança mais pragmática com partidos de centro, distanciando-o definitivamente do núcleo duro bolsonarista que hoje controla o PL-DF

De acordo com os últimos levantamentos do Paraná Pesquisas e análises de tendência para 2026, os números mostram:

Michelle Bolsonaro (PL): Lidera com 34,1% a 36% das intenções de voto. Sua força é atribuída ao eleitorado conservador fiel e ao apoio direto de Jair Bolsonaro.

Ibaneis Rocha (MDB): Aparece tecnicamente empatado com Michelle, variando entre 35% e 35,5%. Sua candidatura é impulsionada pela gestão à frente do GDF, embora enfrente desgaste com os recentes pedidos de impeachment.

Fred Linhares (Republicanos): O deputado federal surpreende com cerca de 20,7%, consolidando-se como uma forte alternativa na direita caso as candidaturas principais sofram abalos.

Leila Barros (PDT): A atual senadora pontua em torno de 29,7% (em cenários específicos), mas enfrenta dificuldades de renovação de mandato perante a polarização ideológica.

Bia Kicis (PL): Antes da oficialização da "chapa pura", a deputada registrava 12,2%. A expectativa agora é que sua candidatura herde parte do capital político de Michelle em um voto casado


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