Valdemar afirma que Alcolumbre ofereceu acordo para barrar CPMI do Banco Master
- Equipe Canal do Rio

- 3 de mar.
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Atualizado: 11 de mar.

O presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, afirmou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, teria proposto um acordo político para impedir a instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) destinada a investigar o Banco Master.
A declaração foi feita em entrevista ao programa Canal Livre, da BandNews, exibido no domingo (1º). Segundo Valdemar, a proposta envolveria o avanço da pauta sobre a dosimetria das penas — tema de interesse da oposição e que poderia beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros condenados pelos atos de 8 de janeiro — em troca da desistência formal do PL em levar adiante a CPMI.
Recusa e desconfiança
Valdemar afirmou que o partido rejeitou a oferta por falta de confiança no cumprimento de acordos anteriores. De acordo com ele, negociações passadas com o comando do Senado não teriam sido honradas.
Lideranças do PL no Senado, como o senador Rogério Marinho, reforçaram a posição, sustentando que a oposição manterá a pressão pela instalação da comissão.
Impacto da investigação
A CPMI pretendida visa apurar irregularidades no Banco Master, cujo rombo após liquidação foi estimado em R$ 47,3 bilhões, apontado como um dos maiores da história do sistema bancário brasileiro.
Parlamentares da oposição argumentam que a resistência à instalação do colegiado estaria relacionada ao alcance potencial das investigações, que poderiam envolver diversos agentes políticos.
Até o momento, Davi Alcolumbre não divulgou nota oficial sobre as declarações. Nos bastidores, ele tem mantido a estratégia de não proceder à leitura do requerimento da CPMI em sessão conjunta, apesar de o documento já contar com número suficiente de assinaturas.
Pressão política e desdobramentos
A repercussão do caso também atinge o Amapá, base eleitoral de Alcolumbre. O estado realizou aportes previdenciários significativos no banco, estimados em cerca de R$ 400 milhões, o que gerou cobranças por maior transparência.
Na esfera judicial, a troca de relatoria do caso no Supremo Tribunal Federal — do ministro Dias Toffoli para André Mendonça — e a retomada de perícias pela Polícia Federal deram novo impulso às investigações.
Frentes paralelas no Congresso
Embora a CPMI específica enfrente resistência, outras frentes avançam no Legislativo. A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS convocou Daniel Vorcaro para prestar esclarecimentos sobre operações envolvendo empréstimos consignados.
Já a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado criou grupo de trabalho, sob liderança do senador Renan Calheiros, para acompanhar o sistema financeiro e a liquidação do banco.
O episódio aprofunda a tensão entre governo, oposição e comando do Congresso em meio ao avanço das investigações.





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