Cuba e EUA iniciam negociações diretas para flexibilização de embargo econômico
- Equipe Canal do Rio

- 13 de mar.
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Atualizado: 15 de mar.

Em meio a uma crise energética sem precedentes, o presidente Miguel Díaz-Canel confirmou diálogos com Washington mediadores pelo Vaticano.
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, confirmou nesta sexta-feira (13) que o governo cubano iniciou um processo de negociações diretas com os Estados Unidos. O movimento diplomático ocorre em um cenário de extrema fragilidade econômica na ilha, que enfrenta o colapso de sua infraestrutura e uma crise de desabastecimento que compromete serviços básicos.
Crise energética e pressão diplomática
A aproximação entre Havana e Washington é impulsionada, em grande parte, pela interrupção no fornecimento de petróleo ao país. Há cerca de três meses, Cuba não recebe combustíveis devido à intensificação de sanções internacionais, o que resultou em apagões generalizados por todo o território. Diante do risco de paralisia total, o governo cubano busca alternativas para aliviar as restrições que estrangulam a economia local.
Por outro lado, a gestão de Donald Trump mantém uma postura rígida, condicionando qualquer alívio nas sanções a reformas estruturais no regime comunista. As tratativas atuais, que contam com a mediação do Vaticano, buscam estabelecer pontos de convergência que permitam a retomada do fluxo de recursos essenciais em troca de concessões políticas.
Gestos de boa vontade e pauta bilateral
Como sinal de abertura para o diálogo, o governo cubano anunciou a libertação de 51 prisioneiros, medida vista como um aceno diplomático necessário para o avanço das conversas. Além da pauta energética, os negociadores discutem o tratamento de "diferenças bilaterais" históricas e a possibilidade de flexibilização do embargo econômico que perdura há décadas.
Embora o tom oficial ainda seja de cautela, a abertura do canal de comunicação representa uma mudança significativa na postura de Havana. A prioridade imediata é garantir a estabilidade da rede elétrica e evitar o colapso humanitário, enquanto o Departamento de Estado americano avalia o alcance das reformas propostas pela ilha.





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