Daniel Vorcaro avalia delação exclusiva apenas com a Polícia Federal
- Equipe Canal do Rio

- 8 de mar.
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Atualizado: 11 de mar.

A defesa do empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, analisa a viabilidade de um acordo de colaboração premiada a ser negociado exclusivamente com a Polícia Federal (PF). A movimentação ocorre em um cenário de crescente pressão após a transferência do banqueiro para a Penitenciária Federal de Brasília, em 6 de março de 2026, por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Estratégia de negociação e isolamento
A opção pela Polícia Federal, em detrimento da Procuradoria-Geral da República (PGR), reflete uma tendência jurídica amparada por decisões do STF que autorizam a corporação a firmar acordos de delação de forma independente. Investigadores apontam que a PGR tem demonstrado resistência aos termos propostos, enquanto a PF vê na colaboração um caminho célere para avançar na Operação Compliance Zero.
O isolamento de Vorcaro em uma unidade de segurança máxima é interpretado como um fator determinante para a mudança de postura da defesa. Anteriormente reticentes a qualquer tipo de confissão, os advogados do empresário passaram a considerar o dispositivo legal diante do robusto conjunto probatório obtido pela PF, que inclui mensagens extraídas de dispositivos eletrônicos apreendidos.
Impacto nas instâncias políticas
Fontes ligadas à investigação afirmam que o conteúdo da possível delação possui potencial para atingir diversas autoridades e figuras do cenário político nacional. A gravidade das novas provas colhidas teria sido o estopim para que o entorno de Vorcaro revisse a estratégia de enfrentamento judicial.
Embora o acordo possa ser pactuado diretamente com a autoridade policial, a validade jurídica dos benefícios e das cláusulas de redução de pena permanece condicionada à homologação final pelo Supremo Tribunal Federal. O ministro André Mendonça, que decretou a prisão preventiva de Vorcaro contrariando o parecer da PGR, deverá ser o responsável por analisar a legitimidade de uma eventual colaboração.

A advogada Viviane Barci de Moraes refutou, no domingo (8), ter recebido mensagens ou capturas de tela do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A declaração contradiz a tese da Secretaria de Comunicação do STF, que justificava o material no celular de Vorcaro como conversas encaminhadas a terceiros, incluindo ela. A negativa da advogada, cujo escritório atende o banco, amplia a pressão sobre os esclarecimentos oficiais acerca da natureza das comunicações registradas pela Polícia Federal.
A advogada Viviane Barci de Moraes negou ter recebido mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro, contradizendo a tese do STF e intensificando investigações





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