Eduardo Bolsonaro afirma que aiatolá Ali Khamenei foi “eliminado” e celebra possível queda do regime iraniano
- Equipe Canal do Rio

- 28 de fev.
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A ofensiva militar realizada neste sábado (28) contra alvos estratégicos no Irã ocorre após semanas de forte repressão interna promovida pelo regime teocrático dos aiatolás. Relatos internacionais apontam que manifestações populares contra o governo resultaram em milhares de mortos e denúncias de tortura e detenções em massa de civis que protestavam nas principais cidades do país.
A escalada da crise interna foi apontada por analistas como um dos fatores que intensificaram a pressão internacional sobre Teerã. Segundo avaliações diplomáticas, a repressão aos protestos ampliou o isolamento do regime iraniano e contribuiu para o agravamento do ambiente de tensão que culminou na ofensiva conduzida pelos Estados Unidos, com apoio de Israel.
No Brasil, o deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou que o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, teria sido “eliminado” durante os ataques — informação que, até o momento, não conta com confirmação oficial por parte das autoridades iranianas. O parlamentar declarou que o mundo teria “mais paz” com o fim do ciclo político iniciado em 1989, quando Khamenei assumiu o poder.
O conflito ocorre em meio ao impasse internacional envolvendo o programa nuclear iraniano. O governo dos Estados Unidos sustenta que o avanço no enriquecimento de urânio representa risco de militarização, enquanto Teerã afirma que seu programa tem fins civis. A disputa em torno do tema tem sido um dos principais focos de tensão geopolítica nos últimos anos.
Diante da escalada dos confrontos e dos riscos latentes, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty) atualizou recomendações para os cidadãos, incluindo orientações para evitar viagens ao Oriente Médio e permanecer em segurança caso já estejam em áreas de risco. O alerta brasileiro abrange países como Irã, Israel, Jordânia, Síria, Líbano e Iraque, e recomenda que brasileiros no exterior sigam as orientações das embaixadas e das autoridades locais, tenham documentos em dia e monitorem as condições de segurança antes de se deslocar ou permanecer nessas regiões.
A situação permanece em desenvolvimento, com repercussões internacionais e incertezas quanto à duração do ataque em larga escala.



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