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Felipe Curi hoje é a grande aposta do PL para Brasília

  • Foto do escritor: Equipe Canal do Rio
    Equipe Canal do Rio
  • 27 de fev.
  • 3 min de leitura

PL oficializa pré-candidatura de Felipe Curi e aposta em “superpuxador” de votos para 2026

O cenário político fluminense para as eleições de 2026 ganhou uma peça central nesta sexta-feira (27). O Partido Liberal (PL) confirmou a pré-candidatura do atual Secretário de Polícia Civil, delegado Felipe Curi, à Câmara dos Deputados. A movimentação, articulada diretamente pelo senador Flávio Bolsonaro, coloca Curi como a principal aposta da legenda para liderar a bancada federal no estado.

Fontes internas do partido confirmam que Curi terá tratamento de "puxador de legenda", estratégia utilizada para maximizar o coeficiente eleitoral e garantir o maior número possível de cadeiras para o PL. Na prática, isso significa que o delegado terá prioridade absoluta: ele deve abocanhar a maior fatia do fundo eleitoral destinada ao Rio, além de protagonismo no tempo de TV e rádio.

Efeito Segurança

A escolha de Curi não é por acaso. À frente da Secretaria de Polícia Civil, o delegado construiu uma imagem de gestão focada no combate ao crime organizado e milícias, bandeiras que ressoam fortemente com o eleitorado conservador do Rio. Internamente, o PL acredita que sua votação pode atingir patamares históricos, servindo como uma "âncora" para candidatos com menos densidade eleitoral.

Xadrez Político

Embora o foco imediato seja a Câmara Federal, o nome de Curi é tão bem avaliado que já circula como uma "carta na manga" para voos mais altos. Caso o cenário para o Governo do Estado ou para o Senado sofra alterações drásticas até as convenções, o delegado é visto como um nome técnico e político capaz de unificar a base bolsonarista.

Por ora, o plano é consolidar Curi como o rosto da segurança pública na propaganda eleitoral do PL, utilizando sua trajetória na polícia para atrair o voto de opinião e fortalecer a hegemonia da direita no estado.

A gestão de Felipe Curi à frente da Secretaria de Polícia Civil (SEPOL) é marcada por uma estratégia de asfixia financeira do crime organizado e incursões de inteligência em áreas críticas. Ele consolidou sua imagem pública como um operacional que transita entre o gabinete e a linha de frente.

Operações de Grande Impacto


Complexo de Israel e Maré: Coordenação de operações integradas para prender lideranças do tráfico que utilizam táticas de guerra, como barricadas eletrificadas e valas.

Combate à Lavagem de Dinheiro: Sua gestão priorizou a DRCOR-LD (Delegacia de Repressão à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro), resultando em bloqueios judiciais de milhões de reais pertencentes a cúpulas de facções como o Comando Vermelho.

Segurança no Transporte Público: Ações frequentes para coibir o roubo de carga e ataques a ônibus, problemas que afetam diretamente a economia e a mobilidade do Rio.

Recuperação de Territórios e Inteligência

Diferente de gestões focadas apenas em números de prisões, Curi implementou o uso de drones de alta tecnologia e softwares de reconhecimento para mapear a movimentação de criminosos sem a necessidade de incursões constantes que geram tiroteios em áreas residenciais, embora as operações letais ainda ocorram em casos de resistência.

Perfil "Mão de Ferro" e Político

Sua atuação é caracterizada pela exposição midiática das apreensões (fuzis, drogas e dinheiro), o que sustenta seu capital político para 2026. Ele é visto como um secretário que "dá respaldo" à tropa, defendendo a legalidade das ações policiais mesmo sob críticas de entidades de direitos humanos.

O saldo dessa gestão é o que o PL pretende "vender" na campanha: um Rio de Janeiro onde a polícia retomou a ofensiva contra o crime organizado sob uma liderança técnica.

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