Flávio Bolsonaro defende monitoramento internacional das eleições brasileiras durante o CPAC 2026
- Equipe Canal do Rio

- 28 de mar.
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Atualizado: 10 de abr.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) consolidou sua presença no cenário político internacional ao participar da edição de 2026 do Conservative Political Action Conference (CPAC), realizado em Dallas, no Texas. Durante o evento, ocorrido entre os dias 26 e 28 de março, o parlamentar brasileiro foi um dos nomes de destaque, utilizando o palco principal para abordar a conjuntura política do Brasil e reforçar sua posição como pré-candidato à Presidência da República.
Apelo por transparência e críticas institucionais
Em seu pronunciamento, o senador enfatizou a necessidade de um acompanhamento externo rigoroso sobre o processo eleitoral brasileiro de 2026. Flávio Bolsonaro solicitou formalmente o monitoramento internacional e a pressão diplomática dos Estados Unidos, argumentando que tais medidas são fundamentais para assegurar a lisura do pleito.
Além das pautas eleitorais, o parlamentar dirigiu críticas contundentes à atuação do Poder Judiciário no Brasil. Em sua fala, sustentou que o atual governo federal falha no combate a organizações criminosas, alegando a existência de uma suposta leniência institucional perante cartéis, embora não tenha detalhado grupos específicos em sua exposição.
Alianças internacionais e articulação política
A passagem de Flávio Bolsonaro pelo Texas também foi marcada por gestos de apoio de figuras influentes da direita americana. Jason Miller, conselheiro estratégico do ex-presidente Donald Trump, manifestou suporte público à trajetória do senador, chegando a referir-se a ele como o próximo chefe do Executivo brasileiro em publicações nas redes sociais.
Acompanhado por seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, o senador reforçou a continuidade da influência da família Bolsonaro no ecossistema conservador global. O evento deste ano dedicou painéis exclusivos à situação brasileira, com debates focados em temas como o "lawfare" e as investigações que envolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro, que segue sendo tratado pelas lideranças do CPAC como uma figura central da direita na América Latina.
Reações no Brasil
Governo Federal e Base Aliada: Integrantes do governo classificaram as falas como uma tentativa de "internacionalizar uma narrativa de perseguição" para desgastar a imagem do Brasil no exterior. Críticos apontam que o pedido de intervenção diplomática dos EUA fere a soberania nacional.
Poder Judiciário: Embora o STF não costume emitir notas sobre falas políticas em eventos, interlocutores da Corte veem as críticas ao Judiciário como uma extensão da estratégia de "lawfare" mencionada no evento, buscando deslegitimar investigações em curso.
Impacto Diplomático e Internacional
Relação com os EUA: A proximidade de Flávio com o círculo de Donald Trump (como Jason Miller) acentua a polarização nas relações bilaterais. Setores do Itamaraty expressam preocupação de que tais discursos alimentem correntes no Congresso americano favoráveis a sanções ou restrições ao Brasil sob a justificativa de "defesa da democracia"





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