Governo Trump avalia retomar sanções contra o ministro Alexandre de Moraes
- Equipe Canal do Rio

- 12 de mar.
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O governo de Donald Trump avalia a possibilidade de restabelecer sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), fundamentadas na Lei Global Magnitsky. A medida ocorre após um período de suspensão das punições, que haviam sido aplicadas inicialmente em julho de 2025.
À época, a sanção impôs severas restrições ao magistrado, impedindo-o de realizar transações financeiras ou utilizar serviços de empresas sediadas nos Estados Unidos. Além do bloqueio comercial, a decisão resultou no congelamento de eventuais ativos e propriedades pertencentes ao ministro em território americano.
Extensão e histórico das sanções
O alcance das penalidades não se limitou ao magistrado, sendo estendido à sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, e ao Lex Instituto de Estudos Jurídicos, firma de sua propriedade. As sanções contra o grupo familiar e a entidade jurídica permaneceram vigentes até dezembro do ano passado, quando a aplicação das medidas foi suspensa pela administração de Washington.
A Lei Magnitsky, utilizada como base para a ofensiva, é um instrumento do governo dos EUA que permite punir cidadãos estrangeiros acusados de violações de direitos humanos ou envolvimento em casos de corrupção, restringindo sua circulação e acesso ao sistema financeiro internacional controlado por instituições americanas.
O posicionamento oficial e os bastidores da Corte
Postura de Enfrentamento: O ministro Alexandre de Moraes declarou publicamente que irá ignorar as sanções aplicadas pelo governo americano, afirmando que o STF "não se dobra a ameaças externas" e continuará atuando conforme a Constituição brasileira.
Defesa da Soberania: Em sessões plenárias, o magistrado reforçou que o Brasil deixou de ser colônia e que as decisões judiciais brasileiras devem ser respeitadas, classificando as medidas americanas como uma tentativa de interferência indevida.
Unidade da Corte: O STF emitiu notas reafirmando que a Corte não se desviará de seu papel constitucional devido a pressões estrangeiras. Existe, contudo, uma preocupação interna sobre o agravamento da crise diplomática e os efeitos práticos do isolamento financeiro de seus membros.
Reação do Judiciário Brasileiro: Recentemente, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou um pedido relacionado a ações dos EUA para que Moraes se defendesse de acusações de censura, sinalizando um fechamento de fileiras do judiciário nacional contra as investidas de Washington.





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