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Imperatriz e Mangueira se destacam na abertura do Grupo Especial na Sapucaí

  • Foto do escritor: Equipe Canal do Rio
    Equipe Canal do Rio
  • 16 de fev.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 11 de mar.


A primeira noite de desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro, realizada em 15 de fevereiro de 2026, teve como principais destaques a Imperatriz Leopoldinense e a Estação Primeira de Mangueira, apontadas por críticos e pelo público como as apresentações mais impactantes da noite.


Imperatriz homenageia Ney Matogrosso


A Imperatriz levou à avenida um enredo em homenagem ao cantor Ney Matogrosso, explorando sua trajetória artística, estética e resistência cultural. Com narrativa de fácil compreensão e forte apelo visual, a escola foi considerada por analistas o “destaque absoluto” da noite.


Apesar do desempenho elogiado, a agremiação enfrentou dificuldades técnicas antes da entrada na Sapucaí. Duas alegorias tiveram problemas ao passar pelo viaduto da Avenida Presidente Vargas. O segundo carro alegórico abordava temas ligados à repressão e à censura enfrentadas pelo artista ao longo da carreira.


Mangueira emociona com homenagem a Mestre Sacaca


Encerrando a primeira noite, a Mangueira apresentou enredo em homenagem ao curandeiro amapaense Mestre Sacaca (Raimundo dos Santos Souza). A “Verde e Rosa” provocou forte reação emocional e empolgação nas arquibancadas, consolidando-se como protagonista ao lado da Imperatriz.


Assim como outras escolas da noite, a Mangueira também registrou desafios técnicos em carros alegóricos durante a evolução na avenida.


Portela exalta ancestralidade no Sul do país


A Portela apresentou o enredo “O Mistério do Príncipe do Bará – A oração do Negrinho e a ressurreição de sua coroa sob o céu aberto do Rio Grande”, desenvolvido pelo carnavalesco André Rodrigues.


O desfile exaltou a ancestralidade e a resistência negra no Sul do Brasil, estruturado em três pilares: a trajetória de Custódio Joaquim de Almeida, conhecido como Príncipe Custódio; a ressignificação da lenda do Negrinho do Pastoreio; e a reverência ao orixá Bará, divindade central no Batuque gaúcho.


A apresentação foi marcada pelo uso de tecnologia, incluindo um drone iluminado representando entidade espiritual, além da participação do baluarte Jerônymo Patrocínio personificando Bará.


A disputa pelo título segue nas próximas noites, com expectativa de forte concorrência após uma abertura de alto nível técnico e artístico.

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