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“Farra do INSS”: delações avançam e podem ampliar alcance até Lulinha

  • Foto do escritor: Equipe Canal do Rio
    Equipe Canal do Rio
  • 25 de fev.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 25 de fev.


As investigações sobre a chamada “Farra do INSS” entraram em fase decisiva com a negociação de acordos de delação premiada por dois ex-integrantes da cúpula do Instituto Nacional do Seguro Social. Virgílio Oliveira Filho, ex-procurador do órgão, e André Fidelis, ex-diretor de Benefícios, discutem colaboração para detalhar o funcionamento de um esquema de descontos ilegais em aposentadorias, cujo prejuízo estimado chega a R$ 6,3 bilhões.


Ambos foram presos em 13 de novembro de 2025, no âmbito da Operação Sem Desconto. As negociações, segundo apuração, podem atingir figuras do cenário político nacional. Além da dupla, o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes — conhecido como “Careca do INSS” — também prepara proposta de colaboração.


O avanço das investigações se intensificou após a prisão preventiva de Alessandro Stefanutto, ex-presidente do instituto. A Polícia Federal sustenta que ele recebia cerca de R$ 250 mil mensais para viabilizar a continuidade das fraudes.


A PF trabalha com prazo até abril de 2026 para concluir o inquérito. Caso os acordos sejam formalizados, dependerão de homologação no Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro André Mendonça.


Citações envolvendo Lulinha


O nome do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, apareceu em desdobramentos recentes. Reportagens indicam que ex-dirigentes do INSS teriam mencionado o empresário e parlamentares do chamado “Centrão” em tratativas de delação.


A PF informou ao STF que apura se Lulinha teria atuado como sócio oculto de Antônio Camilo Antunes. A hipótese envolve suposta intermediação por meio de uma empresária ligada ao grupo investigado.


Mensagens interceptadas mencionam o possível repasse de valores a um “filho do rapaz”, expressão que investigadores analisam. Também estão sob exame registros de viagens e contatos políticos.


CPMI e defesa


O nome do empresário foi citado em requerimentos na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Pedidos de convocação foram rejeitados inicialmente, mas parlamentares da oposição mantêm pressão por esclarecimentos.


A defesa de Lulinha afirma que as citações são “ilações” e classificou o caso como tentativa de desgaste político. Os advogados solicitaram acesso integral aos autos do inquérito para prestar esclarecimentos.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que, caso irregularidades sejam comprovadas, seu filho deverá responder pelos atos.


O desfecho das delações pode ampliar o alcance da investigação e produzir novos desdobramentos políticos e judiciais nos próximos meses.


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