Irã, milhões estão 'prontos para se sacrificar' antes de ultimato de Trump expirar `as 21 hs.
- Equipe Canal do Rio

- há 2 horas
- 2 min de leitura

Pezeshkian sinaliza que Irã não recuará diante de ultimato de Donald Trump
O presidente iraniano afirmou que o país não se curvará às pressões de Washington; prazo estabelecido pelos EUA para a reabertura do Estreito de Ormuz expira na noite desta terça-feira.
As recentes declarações do presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, indicam que o regime de Teerã não pretende ceder ao ultimato imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O prazo estabelecido pela Casa Branca expira às 21h (horário de Brasília) desta terça-feira (7). Trump ameaçou bombardear infraestruturas vitais do país caso suas exigências não sejam atendidas.
Resistência e impasse diplomático
Pezeshkian reafirmou a postura de confronto ao declarar que o Irã não "curvará a cabeça" diante das pressões externas. Segundo o líder, a população iraniana está disposta ao sacrifício em caso de conflito generalizado. A fala ocorre em um momento de extrema tensão, após Teerã rejeitar uma proposta de cessar-fogo de 45 dias apresentada pelos EUA. O governo iraniano exige, em troca de qualquer concessão, o fim permanente das hostilidades, a retirada integral das sanções econômicas e apoio financeiro para a reconstrução do país.
Ameaças à infraestrutura e ao Estreito de Ormuz
O cerne do impasse reside no controle do Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o escoamento global de petróleo que permanece paralisado. Donald Trump prometeu a "demolição completa" de ativos críticos, como pontes e usinas elétricas, caso a via marítima não seja totalmente liberada. Membros da administração americana chegaram a declarar que a ofensiva poderia regredir a infraestrutura iraniana em décadas. Em contrapartida, a cúpula militar de Teerã classificou as ameaças de Washington como "delirantes".
Impacto humanitário e apelo internacional
Em uma tentativa de dialogar diretamente com a opinião pública estrangeira, Pezeshkian publicou uma carta aberta destinada aos cidadãos americanos. No documento, o presidente instou o povo dos EUA a questionar se as políticas de Trump de fato atendem aos interesses nacionais ou se são baseadas em distorções. Enquanto o impasse diplomático persiste, a situação em solo se agrava; ataques coordenados por forças dos EUA e de Israel contra unidades petroquímicas e centros logísticos já resultaram em milhares de fatalidades desde o início da escalada militar.





Comentários