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Milei utiliza recuperação econômica da Argentina para humilhar gestão brasileira

  • Foto do escritor: Equipe Canal do Rio
    Equipe Canal do Rio
  • há 15 horas
  • 1 min de leitura

Milei utiliza recuperação econômica da Argentina e confronta a gestão brasileira.

A relação diplomática entre Argentina e Brasil enfrentou novos episódios de tensão decorrentes da divulgação de indicadores econômicos recentes e de postagens em redes sociais pelo presidente Javier Milei. O mandatário argentino compartilhou uma representação gráfica da América do Sul que gerou forte repercussão: a imagem retratava países com governos de esquerda, incluindo o Brasil, sob uma estética de precariedade, em contraste com uma Argentina projetada sob uma estética futurista e desenvolvida.

No campo estatístico, dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) em 1º de abril de 2026 sustentam a narrativa oficial de recuperação. A taxa de pobreza na Argentina recuou para 28,2% no segundo semestre de 2025, atingindo o patamar mais baixo desde 2018. O índice representa uma redução de aproximadamente 13,5 pontos percentuais desde o início da gestão Milei, em dezembro de 2023, quando a pobreza orbitava os 42%.

Deflação e Desafios Estruturais

Além da queda na pobreza, o governo celebrou o controle da crise inflacionária. A Argentina encerrou o ano de 2025 com uma inflação anual de 31%, uma retração drástica quando comparada aos 211% herdados do governo anterior.

Apesar do otimismo da Casa Rosada e da celebração por parte de apoiadores do modelo liberal, analistas econômicos ponderam que o cenário ainda exige cautela. Especialistas apontam que, embora os números macroeconômicos sejam positivos, a sustentabilidade desses avanços depende da resolução de fragilidades estruturais e da manutenção das taxas de emprego, que ainda apresentam instabilidade no mercado interno argentino.


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