Conselheiro de Trump já trata Flávio Bolsonaro como presidente enquanto pré-candidatura ganha força nas pesquisas
- Equipe Canal do Rio

- 27 de mar.
- 2 min de leitura
Atualizado: 10 de abr.

Conselheiro de Trump já trata Flávio Bolsonaro como presidente enquanto pré-candidatura ganha força nas pesquisas
O estrategista político Jason Miller, aliado próximo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou apoio público à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. A declaração ocorreu após Miller compartilhar um vídeo publicado por Flávio com críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado da mensagem: “@FlavioBolsonaro será o próximo presidente do Brasil”.
Em outra publicação, Miller aparece ao lado do senador durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), realizada no Texas, e sugere que o pré-candidato já teria vantagem na disputa eleitoral. O evento também contou com a participação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, reforçando a aproximação entre lideranças conservadoras brasileiras e o movimento político ligado a Trump.

Crescimento nas pesquisas amplia competitividade
O apoio internacional ocorre em meio ao avanço de Flávio Bolsonaro nas pesquisas de intenção de voto. Levantamento da AtlasIntel/Bloomberg indica que o senador passou de 37,9% para 40,1% no primeiro turno entre fevereiro e março, consolidando crescimento além do núcleo tradicional do bolsonarismo.
Os dados apontam uma ampliação relevante em diferentes segmentos do eleitorado. Entre jovens de 16 a 24 anos, Flávio subiu de 29,4% para 37,1%, indicando maior penetração em um público historicamente mais volátil. Na faixa de 25 a 34 anos, avançou de 40,5% para 41,8%, enquanto entre 35 e 44 anos houve estabilidade, sugerindo consolidação desse grupo.
Avanço em renda média e manutenção entre mais pobres
O crescimento mais expressivo foi registrado entre eleitores de renda intermediária. Na faixa de R$ 5 mil a R$ 10 mil, o senador saltou de 32,6% para 40,8%. Entre aqueles com renda de R$ 3 mil a R$ 5 mil, houve avanço de 41,1% para 42,8%.
Já entre os eleitores com renda de até R$ 2 mil, Flávio manteve desempenho elevado, com 46,1%, indicando retenção de apoio mesmo diante da concorrência com o presidente Lula nesse segmento.
Expansão entre religiosos e regiões estratégicas
No recorte religioso, o senador ampliou sua vantagem entre evangélicos, passando de 61,2% para 65,4%. Entre católicos, também cresceu, de 31,9% para 35,2%, reduzindo a distância em relação ao eleitorado tradicionalmente mais alinhado ao PT.
Regionalmente, o avanço foi observado em áreas estratégicas. No Sudeste, principal colégio eleitoral do país, Flávio subiu de 41,9% para 45,4%. No Nordeste, reduto histórico do PT, avançou de 31,8% para 34,2%, indicando redução da desvantagem.
Mudança no perfil da candidatura
A leitura dos dados aponta uma mudança qualitativa na pré-candidatura de Flávio Bolsonaro. O crescimento deixa de depender exclusivamente da transferência de votos do ex-presidente Jair Bolsonaro e passa a alcançar segmentos mais amplos da população.
Esse movimento aumenta a competitividade do senador em um eventual segundo turno e eleva a pressão sobre o atual presidente, que ainda lidera as pesquisas, mas enfrenta maior disputa em grupos onde antes tinha vantagem consolidada.
A pesquisa ouviu 5.028 pessoas entre os dias 18 e 23 de março, com margem de erro de um ponto percentual e nível de confiança de 95%.





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