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Operação Compliance Zero amplia pressão política e atinge esferas do governo

  • Foto do escritor: Equipe Canal do Rio
    Equipe Canal do Rio
  • 19 de fev.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 23 de fev.


A chamada “carta branca” concedida à Polícia Federal para aprofundar as investigações sobre o Banco Master, no âmbito da Operação Compliance Zero, elevou a apreensão em setores políticos que mantinham proximidade com a instituição financeira.


A apuração, que mira a movimentação de recursos e eventuais irregularidades, apresenta desdobramentos com potencial de atingir o Governo Federal, governos estaduais e o Congresso Nacional.


Conexões com o Palácio do Planalto


Entre os pontos sob análise estão relatos de uma reunião não registrada na agenda oficial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Daniel Vorcaro, controlador do banco, em dezembro de 2024.


Diante da repercussão do caso, o governo e o PT teriam encomendado pesquisas internas para medir o impacto do escândalo na imagem de integrantes do Executivo. Ex-ministros e aliados políticos vêm sendo mencionados em meio à rede de relações atribuída à instituição financeira.


Impacto em bancos estatais e governos estaduais


A investigação também alcança o Banco de Brasília (BRB). A tentativa de aquisição de carteiras do Master pela instituição teria gerado um rombo estimado em US$ 1 bilhão. O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, foi citado em depoimentos, mas nega qualquer irregularidade.


Outro eixo envolve investimentos realizados por 18 Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) — 15 municipais e três estaduais — em fundos ligados ao banco. A PF apura possíveis responsabilidades de gestores públicos em ao menos seis estados.


Pressão no Congresso


No Legislativo, há pelo menos três pedidos de criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar o caso. A eventual instalação do colegiado pode ampliar o desgaste político da base governista em ano pré-eleitoral.


Comissões já em funcionamento também analisam requerimentos de quebra de sigilo bancário e fiscal de empresas vinculadas às investigações.


Órgãos reguladores e Judiciário


A atuação do Banco Central do Brasil também está sob escrutínio. A apuração busca esclarecer se houve eventual negligência ou omissão do órgão regulador antes da liquidação do banco, em novembro de 2025.


No âmbito do Supremo Tribunal Federal, a relatoria do caso foi transferida do ministro Dias Toffoli para o ministro André Mendonça, após Toffoli declarar sociedade em uma empresa citada no contexto das investigações. Mendonça já teria se reunido com a Polícia Federal para alinhar os próximos passos do inquérito.


O avanço das apurações reforça a expectativa de novos desdobramentos políticos e institucionais nas próximas semanas.

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