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MP-RJ reabre investigação envolvendo o gabinete de Carlos Bolsonaro

  • Foto do escritor: Equipe Canal do Rio
    Equipe Canal do Rio
  • 25 de fev.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 25 de fev.

MP-RJ reabre investigação envolvendo o gabinete de Carlos Bolsonaro

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro decidiu reabrir a investigação contra o vereador Carlos Bolsonaro por suspeita de prática de “rachadinha” em seu gabinete na Câmara Municipal do Rio. A decisão foi divulgada em 24 de fevereiro de 2026 e reverte o arquivamento ocorrido em setembro de 2024.


Na etapa anterior do caso, o MP-RJ chegou a denunciar sete pessoas ligadas ao gabinete por peculato (desvio de dinheiro público). À época, contudo, o promotor responsável optou por não apresentar denúncia contra o vereador.


A reabertura ocorre após o surgimento de novos elementos, entre eles documentos que mencionam a utilização de cofres bancários para guarda de valores ou documentos, o que levantou suspeitas sobre possível continuidade de práticas relacionadas à ocultação de recursos. Até a última atualização, a defesa de Carlos Bolsonaro não havia se manifestado detalhadamente sobre a nova decisão.


Relatório do Coaf e Operação Furna da Onça


O caso se insere em um conjunto mais amplo de investigações iniciadas a partir de relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, divulgado em dezembro de 2018 no âmbito da Operação Furna da Onça. O documento apontou movimentações financeiras atípicas em contas de assessores de 22 deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), servindo de base para diversos procedimentos sobre suposta prática de “rachadinha”.


Entre os gabinetes citados à época estavam os de:


André Ceciliano (PT), cujos servidores movimentaram R$ 49,3 milhões — sendo R$ 26,5 milhões atribuídos a uma única assessora. O parlamentar negou irregularidades, e sua parte no caso foi arquivada por ausência de provas de repasse;


Paulo Melo (MDB), com movimentações somando R$ 15,5 milhões;


Márcio Pacheco, ligado a movimentações de R$ 25,3 milhões e posteriormente denunciado por peculato e lavagem de dinheiro;


Luiz Martins, citado por movimentações de R$ 18,5 milhões e preso na Operação Furna da Onça.


Anulações e entraves processuais


Parte dos processos enfrentou reveses após decisões do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal, que anularam provas obtidas por meio de quebras de sigilo consideradas insuficientemente fundamentadas. As decisões impactaram o andamento de diversas ações penais e procedimentos por improbidade administrativa.


A reabertura do caso envolvendo Carlos Bolsonaro indica nova fase de apuração no âmbito do MP-RJ, com possível reavaliação de provas e diligências complementares.


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