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O Pronunciamento de Lula

  • Foto do escritor: Equipe Canal do Rio
    Equipe Canal do Rio
  • 27 de fev.
  • 2 min de leitura

O presidente Lula tem adotado uma postura de distanciamento institucional e rigor pessoal em relação às investigações que envolvem seu filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha)

Em declarações recentes (fevereiro de 2026), Lula afirmou ter confrontado o filho diretamente após as primeiras menções ao seu nome na CPMI do INSS. Os principais pontos de sua fala foram:


Olho no olho: O presidente relatou que chamou o filho para uma conversa particular, olhou em seus olhos e disse: "Você sabe a verdade".

"Vai pagar o preço": Lula foi enfático ao declarar publicamente que, se houver qualquer irregularidade comprovada, o filho deverá arcar com as consequências legais, afirmando que "se tiver alguma coisa, vai pagar o preço".

Direito de defesa: Caso seja inocente, o presidente orientou o filho a se defender pelas vias adequadas, mantendo a seriedade que o cargo exige.

As medidas judiciais e parlamentares contra Lulinha ganharam força no final de fevereiro de 2026:

Quebra de Sigilo no STF: O ministro André Mendonça autorizou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Lulinha a pedido da Polícia Federal. A decisão, tomada inicialmente em sigilo em janeiro, tornou-se pública em 26 de fevereiro.

CPMI do INSS: A comissão parlamentar também aprovou a quebra de sigilo do empresário em 26 de fevereiro de 2026, investigando suspeitas de que ele teria atuado como "sócio oculto" em esquemas de fraudes em empréstimos consignados e descontos indevidos de aposentados.

Posicionamento da Defesa: Os advogados de Fábio Luís negam qualquer envolvimento em irregularidades, classificam as menções como "ilações" e protocolaram petição colocando-o à disposição da Justiça

Boatos Recorrentes

É importante notar que circulam há anos boatos falsos sobre o patrimônio de Lulinha, como a suposta propriedade da Friboi ou de fazendas luxuosas (como a Fazenda Fortaleza), informações que já foram repetidamente desmentidas por órgãos de checagem de fatos

Os advogados de Fábio Luís ingressaram com um pedido de Habeas Corpus para tentar suspender as quebras de sigilo, alegando que:

  1. Não há fatos concretos que liguem Lulinha à gestão das empresas investigadas.

  2. A investigação tem caráter "puramente político" para atingir o governo

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