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Petróleo desaba 15% após trégua entre EUA e Irã com reabertura de estreito. Mas e a gasolina?

  • Foto do escritor: Equipe Canal do Rio
    Equipe Canal do Rio
  • 8 de abr.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 10 de abr.


Os preços internacionais do petróleo registraram uma queda acentuada superior a 15% nesta quarta-feira (8), reagindo ao anúncio de uma trégua de duas semanas entre os governos dos Estados Unidos e do Irã. O arrefecimento das tensões geopolíticas no Oriente Médio trouxe alívio imediato aos mercados, levando as principais cotações da commodity de volta ao patamar inferior a US$ 100 por barril.


Alívio no Estreito de Ormuz

A desvalorização foi impulsionada pela decisão do presidente norte-americano, Donald Trump, de adiar um ultimato militar contra Teerã. Em contrapartida, o governo iraniano comprometeu-se com a reabertura imediata e segura do Estreito de Ormuz, ponto nevrálgico por onde transita aproximadamente 20% do suprimento global de petróleo. O acordo diplomático, que estabelece uma "pausa mútua" para negociações de um cessar-fogo permanente, contou com a mediação do Paquistão.


No mercado futuro, o petróleo do tipo WTI (referência nos EUA) apresentou recuo entre 15,4% e 16%, sendo negociado na faixa de US\(95.Paralelamente,obarrildeBrent,referênciaparaomercadoglobal,caiucercade14\) 94,26. O impacto nos ativos brasileiros foi imediato: os recibos de ações (ADRs) da Petrobras em Nova York operaram em queda próxima de 7% logo após a divulgação do comunicado.


Reação dos mercados e indicadores energéticos

Apesar da retração expressiva, analistas de mercado alertam que os preços ainda conservam um prêmio de risco, permanecendo acima dos níveis registrados antes do início das hostilidades, quando o Brent operava abaixo de US$ 75. A estabilidade de longo prazo dos preços depende agora da consolidação dos termos diplomáticos nas próximas duas semanas.


O otimismo gerado pela via diplomática também repercutiu em outros indicadores econômicos. Os contratos futuros das bolsas em Nova York e na Europa registraram altas consistentes, enquanto os preços do gás natural no mercado europeu acompanharam a tendência de queda do petróleo, apresentando retrações superiores a 16% na sessão de hoje.

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