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Rejeição de Lula dispara e PT admite que subestimou Flávio Bolsonaro para 2026

  • Foto do escritor: Equipe Canal do Rio
    Equipe Canal do Rio
  • 20 de fev.
  • 2 min de leitura

Com o "teto" de votos estagnado e resistência popular crescente, o atual presidente vê seu favoritismo derreter; conselheiros admitem que o "filho 01" é um adversário muito mais perigoso do que Tarcísio de Freitas.


Brasília – O cenário para a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva em 2026 começa a ganhar contornos dramáticos. Pesquisas de institutos como Futura/Apex e AtlasIntel, divulgadas neste mês de fevereiro, revelam que a rejeição ao petista não apenas consolidou-se, mas em muitos cenários já supera a de seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL).


Enquanto o governo patina em promessas não cumpridas, o "teto" eleitoral de Lula parece ter batido em uma barreira intransponível, enquanto a oposição demonstra uma resiliência que o Partido dos Trabalhadores não previu.


O "Teto" de Vidro do Petismo

Diferente de eleições anteriores, onde Lula conseguia atrair o eleitor indeciso no final da disputa, os dados atuais mostram um isolamento preocupante. Na pesquisa Futura/Apex, o índice de eleitores que afirmam que "não votariam de jeito nenhum" em Lula chegou a 51,3%, contra 43% de Flávio Bolsonaro.


Especialistas apontam que Lula enfrenta o fenômeno do "teto baixo": ele é quase universalmente conhecido, o que significa que quem o rejeita dificilmente mudará de ideia. Flávio, por outro lado, ainda possui uma margem de desconhecimento que pode ser convertida em votos à medida que a campanha avance e ele se apresente como uma face mais moderada do bolsonarismo.


O Erro de Cálculo: Flávio é o "Real Perigo"

O clima de autoconfiança que reinava no PT deu lugar à autocrítica — e ao receio. João Paulo Cunha, ex-presidente da Câmara e influente conselheiro petista, verbalizou o que muitos nos bastidores temiam: o partido errou ao focar suas baterias em Tarcísio de Freitas, acreditando que o governador de São Paulo seria o "herdeiro natural" e mais difícil de bater.


Segundo Cunha, o PT subestimou a força de Flávio Bolsonaro. A análise interna agora é de que Tarcísio, por ter um perfil técnico e ser menos conhecido nacionalmente, seria um alvo mais fácil de desgastar. Já Flávio herdou a base sólida do pai e, mais do que isso, possui uma capacidade de diálogo e uma "casca" política que o tornam um competidor muito mais resiliente às críticas tradicionais da esquerda.


Polarização e Desgaste

O levantamento da Genial/Quaest reforça a tese de um país rachado, mas com uma tendência perigosa para o atual mandatário. Entre os eleitores independentes — aqueles que decidem as eleições — Lula e Flávio estão empatados com 64% de rejeição. No entanto, o desgaste de quem está no poder pesa contra o petista.


"A rejeição ao nome Bolsonaro já está precificada, as pessoas já sabem o que esperar. O problema para Lula é que a rejeição a ele está em construção baseada no presente, no desempenho atual, e isso é muito mais difícil de reverter", analisam observadores políticos.


Com a economia apresentando sinais de fadiga e a segurança pública no topo das preocupações, o governo se vê encurralado por uma oposição que soube se reorganizar. Se a estratégia do PT era apostar no medo do "bolsonarismo", os números mostram que o eleitor brasileiro pode estar começando a ter mais receio da continuidade do atual projeto do que da volta da família Bolsonaro ao poder.

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