Rogério Andrade e filho prestam depoimento à Justiça sobre exploração de bingo no Recreio
- Equipe Canal do Rio

- 2 de mar.
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Atualizado: 11 de mar.

Rogério Andrade e seu filho, Gustavo de Andrade, são interrogados pela Justiça do Rio de Janeiro nesta segunda-feira (2). O depoimento ocorre no âmbito de uma investigação conduzida pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) sobre o funcionamento de uma casa de jogos clandestina, de alto padrão, localizada no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste da capital.
Procedimentos judiciais e logística
A audiência, marcada para as 15h, é realizada de forma híbrida. Rogério Andrade presta depoimento por meio de videoconferência a partir do Presídio Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, onde permanece detido desde outubro de 2024. Já Gustavo de Andrade, que responde ao processo em liberdade, foi intimado a comparecer presencialmente à sessão.
Estrutura da organização criminosa
As investigações, lideradas pelo Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (GAECO), indicam que o estabelecimento, denominado "Espaço Classe A", funcionava sob o controle direto da organização liderada pelos réus. Segundo a denúncia, o esquema contava com uma hierarquia rígida e divisão de funções estabelecida para garantir a continuidade da exploração do jogo e a vultosa movimentação financeira diária.
O caso ganhou novos desdobramentos em fevereiro de 2026, quando uma operação policial resultou na prisão de quatro administradores do bingo, apontados como operadores diretos da família Andrade no local. Apesar das tentativas da defesa para trancar as ações penais, os tribunais superiores, incluindo o STF, mantiveram o curso dos processos sob as acusações de organização criminosa e lavagem de dinheiro.
A Defesa
A defesa de Rogério de Andrade e de seu filho, Gustavo de Andrade, sustenta a tese de fragilidade probatória e busca o trancamento da ação penal, alegando que as denúncias não apresentam elementos concretos que liguem diretamente os contraventores à administração diária do bingo no Recreio dos Bandeirantes
Inexistência de Provas Diretas: A defesa alega que as acusações se baseiam em suposições e que não há provas de que Rogério ou Gustavo exerciam o controle operacional do "Espaço Classe A", especialmente considerando que Rogério está detido em uma unidade de segurança máxima desde 2024.
Questionamento de Medidas Restritivas: Os advogados têm recorrido sistematicamente contra a manutenção da prisão preventiva e do regime disciplinar, argumentando que a medida é desproporcional e que o réu nunca descumpriu medidas cautelares anteriores, como o uso de tornozeleira eletrônica.
Precedentes de Trancamento: A defesa frequentemente cita decisões anteriores de tribunais superiores (como o STF) que já trancaram ações contra Rogério por entender que as denúncias eram baseadas em indícios frágeis de autoria.
Posicionamento sobre a Operação Recente: Em relação à operação de fevereiro de 2026, a defesa costuma alegar que os presos apontados como "gerentes" não possuem vínculo formal ou subordinação comprovada com a família Andrade.





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