Sen. Flávio articula palanque com PL candidato ao governo ou Senado nos estados
- Equipe Canal do Rio

- 21 de fev.
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) assumiu a linha de frente da articulação política do Partido Liberal para as eleições de 2026. A estratégia, desenhada em conjunto com o comando da legenda, foca na criação de palanques próprios ao governo ou ao Senado em todos os 26 estados e no Distrito Federal.
O movimento visa garantir que a candidatura presidencial da direita tenha bases sólidas e exclusivas, evitando a dependência de coligações com partidos do "centrão" que possam se dividir entre diferentes candidatos no plano nacional.
As prioridades da ofensiva
A orientação de Flávio é clara: onde houver um aliado competitivo, o PL deve lançar candidatura majoritária. O foco principal recai sobre o Senado Federal, onde o partido projeta eleger a maior bancada da história para consolidar o controle da Casa e pautar temas de interesse da base bolsonarista, como indicações ao STF e pedidos de impeachment de magistrados.
Tensões e Alianças
A estratégia, no entanto, impõe desafios em estados-chave:
São Paulo: O partido mantém pressão para que o governador Tarcísio de Freitas se filie ao PL, sob o risco de a legenda lançar um nome próprio para o governo caso ele permaneça no Republicanos.
Rio de Janeiro: Reduto da família, o cenário é de rearranjo. Com o governador Cláudio Castro impedido de reeleição, o PL estuda nomes como o de Douglas Ruas para o governo, enquanto Castro tentaria uma vaga no Senado.
Minas Gerais: O senador atua para viabilizar uma candidatura que herde o espólio político de Romeu Zema, mantendo a direita unificada sob a legenda 22.
Blindagem Nacional
Para interlocutores do partido, a "nacionalização" das disputas estaduais é a única forma de garantir que a imagem de Jair Bolsonaro e dos candidatos da direita seja o motor principal das campanhas locais. A meta é criar uma estrutura capilarizada que sustente a comunicação digital e os comícios presenciais de Norte a Sul, blindando o palanque presidencial de "traições" regionais.
Região Nordeste
Nesta região, o PL enfrenta o desafio de superar a hegemonia do PT, focando em nomes que já possuem histórico de votações expressivas:
Bahia: O ex-ministro João Roma é o nome natural para o governo. Para o Senado, o partido avalia nomes que possam fazer oposição direta a figuras como Rui Costa.
Pernambuco: Anderson Ferreira, ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes, é o principal articulador local e cotado para o Senado. O partido busca uma chapa que atraia o voto evangélico e conservador do interior.
Ceará: O PL avalia lançar o deputado federal André Fernandes para o governo estadual ou o ex-deputado Carmelo Neto, visando consolidar a renovação da direita no estado.
Rio Grande do Norte: O senador Rogério Marinho, coordenador da pré-campanha de Flávio, é a peça-chave para garantir um palanque robusto no estado.
Região Sul
O Sul é considerado um reduto estratégico onde o PL espera eleger a maioria dos governadores e senadores:
Rio Grande do Sul: O deputado federal Luciano Zucco desponta como pré-candidato ao Governo do Estado. Para o Senado, o deputado Sanderson é um dos nomes mais fortes da legenda.
Santa Catarina: O atual governador Jorginho Mello (PL) buscará a reeleição, servindo como o principal palanque de Flávio no Sul. Para as duas vagas ao Senado, nomes como o de Jorge Seif (em caso de manutenção do mandato) ou novos aliados são estudados.
Paraná: O deputado federal Filipe Barros é o nome mais próximo de Bolsonaro para a disputa ao Senado. O partido também monitora a movimentação do governador Ratinho Júnior (PSD) para decidir se lançará candidatura própria ao governo ou se manterá a aliança.
Outros nomes de destaque (Articulação Nacional)
São Paulo: Além da pressão sobre Tarcísio, o PL testa Eduardo Bolsonaro para o Senado, onde ele aparece liderando pesquisas iniciais ao lado de nomes como Fernando Haddad.
Distrito Federal: A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro é a favorita absoluta para uma das vagas ao Senado.
Mato Grosso: O senador Wellington Fagundes (WF) é citado como o nome do partido para o governo estadual





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