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O que realmente funciona para reduzir riscos do sol na praia

  • Foto do escritor: Canal do Rio Vinicius
    Canal do Rio Vinicius
  • 1 de fev.
  • 2 min de leitura


Ir à praia sem exageros e sem paranoia é possível. A combinação entre horário adequado, sombra eficiente e uso racional de protetor solar reduz de forma significativa os riscos associados à exposição solar, especialmente para quem frequenta a praia apenas algumas vezes por ano. Essa é a principal conclusão de especialistas em saúde da pele e de consensos internacionais sobre radiação ultravioleta (UV).


Horário importa — mas não resolve tudo


A radiação UV atinge seus picos entre 10h e 16h. Após esse período, sobretudo a partir das 16h, a intensidade começa a cair, reduzindo o risco de queimaduras e de dano agudo à pele. Isso não significa ausência de risco: ainda há UV suficiente para causar dano cumulativo, principalmente em exposições repetidas ou prolongadas. Por isso, o horário é um fator de redução, não um substituto absoluto da proteção.


Sombra: parede é melhor que barraca


Nem toda sombra é igual. Sombras densas e contínuas, como as formadas por paredes altas, muros, falésias ou costões, bloqueiam melhor a radiação direta e lateral do que barracas comuns, que frequentemente permitem passagem de UV pelo tecido. Ainda assim, mesmo sob sombra, há exposição por reflexão da areia e da água, o que mantém a necessidade de cautela.


Protetor solar: base da proteção, não vilão


O consenso científico é claro: o protetor solar continua sendo a base da proteção quando há exposição direta. Usá-lo de forma estratégica — por exemplo, apenas em rosto, pescoço e ombros quando se fica mais tempo exposto — já reduz muito o risco, especialmente quando combinado com sombra e horário adequado. Evitar o sol do pico e usar roupas (camiseta, chapéu) potencializa a proteção.


Exposição rara faz diferença?


Para quem vai à praia 2 ou 3 vezes por ano, chega no fim da tarde, evita queimaduras e passa a maior parte do tempo na sombra, o impacto no risco total ao longo da vida é baixo. O que pesa de fato são queimaduras solares, sobretudo na infância, e a exposição frequente sem proteção ao longo dos anos.


E a vitamina D?


A produção de vitamina D não depende de sol intenso nem de praia. Para a maioria das pessoas no Brasil, 10 a 20 minutos de sol em braços e pernas, 2 a 3 vezes por semana, preferencialmente antes das 10h ou após as 16h, já são suficientes. Essa exposição costuma ocorrer no cotidiano (caminhadas, deslocamentos, tarefas ao ar livre). Alimentação ajuda, mas raramente supre sozinha; suplementação só deve ser considerada com base em exames.


O que diz a OMS


A Organização Mundial da Saúde aponta que a redução da exposição nos horários de pico, o uso de sombra, roupas e protetor são

medidas complementares e eficazes para diminuir riscos da radiação UV. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer reforça que o dano solar é cumulativo e que evitar queimaduras é crucial para reduzir o risco de câncer de pele.

A estratégia mais equilibrada é combinar: horário mais seguro (após 16h), sombra eficiente (paredes naturais ou construídas), protetor solar de forma racional, roupas e bom senso.

Essa abordagem reduz riscos sem abrir mão do lazer — e não compromete a vitamina D, que vem do sol curto e regular do dia a dia, não da exposição extrema.

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