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Trump formaliza coalizão “Escudo das Américas” em cúpula com líderes latino-americanos

  • Foto do escritor: Equipe Canal do Rio
    Equipe Canal do Rio
  • 8 de mar.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 11 de mar.


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reuniu neste sábado (7) chefes de Estado e representantes de países da América Latina em Doral, na Flórida, para oficializar a criação da coalizão regional Escudo das Américas.


A nova iniciativa tem como objetivo coordenar esforços militares e de segurança entre os países participantes para combater cartéis de drogas, redes criminosas transnacionais e a imigração irregular, além de conter a influência geopolítica de potências como China e Rússia no hemisfério ocidental.


Coalizão regional contra cartéis

Durante o encontro, Trump anunciou a assinatura de um compromisso conjunto entre os países participantes para intensificar a cooperação em inteligência, operações policiais e ações militares voltadas ao combate ao narcotráfico e ao crime organizado internacional.


A iniciativa, também chamada de Coalizão Anticartéis das Américas, prevê compartilhamento de informações estratégicas, coordenação de prisões e apreensões de ativos financeiros ligados às organizações criminosas. Em determinadas situações, o acordo também abre espaço para operações conjuntas contra lideranças de cartéis.


Entre os líderes presentes estavam presidentes e representantes de países como Javier Milei, Nayib Bukele e Santiago Peña, além de delegações de outras nações da América Central e do Caribe.


Declarações sobre Cuba

Durante seu discurso, Trump afirmou que o regime de Cuba estaria em seus “últimos momentos de vida”, citando a crise econômica e energética enfrentada pela ilha. O presidente norte-americano também mencionou negociações em andamento com autoridades cubanas e o enfraquecimento do apoio venezuelano ao governo de Havana.


Debate sobre facções brasileiras

Nos bastidores da cúpula, autoridades americanas voltaram a discutir a possibilidade de classificar organizações criminosas brasileiras — como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) — como organizações terroristas estrangeiras.


Caso a medida seja formalizada, o governo americano poderá aplicar sanções financeiras mais duras, bloquear ativos e ampliar operações internacionais de combate ao crime organizado por meio do Departamento do Tesouro dos EUA.


Divergência com o governo brasileiro

A proposta enfrenta resistência do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Autoridades brasileiras argumentam que a legislação nacional exige motivação ideológica, religiosa ou política para caracterizar terrorismo — algo que, segundo Brasília, não se aplicaria às facções criminosas, que atuam principalmente por lucro.



Apesar da posição do governo federal, governadores como Cláudio Castro e Tarcísio de Freitas enviaram relatórios e dossiês a autoridades americanas defendendo que os grupos sejam tratados como organizações transnacionais de caráter terrorista.


Ausência do Brasil na cúpula

A reunião em Doral contou com a presença de cerca de uma dúzia de líderes latino-americanos alinhados à agenda de Washington, enquanto países como Brasil, México e Colômbia ficaram fora do encontro.


Analistas avaliam que a ausência reflete divergências ideológicas e estratégicas entre o governo norte-americano e governos progressistas da região, especialmente em temas como política para Cuba, combate ao narcotráfico e relações com potências externas.


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