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Viagem de Lulinha paga por ‘Careca do INSS’ vira alvo de pressão na CPMI

  • Foto do escritor: Equipe Canal do Rio
    Equipe Canal do Rio
  • 2 de mar.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 3 de mar.

Lulinha admite viagem paga por empresário investigado no caso INSS; CPMI aprova quebra de sigilos e aumenta pressão política sobre o governo.

O empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, admitiu a interlocutores que teve passagens aéreas e hospedagem de uma viagem a Portugal custeadas por Antônio Carlos Camilo Antunes, investigado por suspeita de liderar um esquema bilionário de fraudes contra aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social.


A viagem


Segundo informações que vieram a público, Lulinha e Antunes viajaram juntos em novembro de 2025, em voo de primeira classe da Latam, partindo de Guarulhos com destino a Lisboa. O custeio da viagem é um dos pontos sob análise no inquérito que apura a atuação do empresário, apelidado de “Careca do INSS”.


Antunes é apontado como figura central em investigações sobre descontos indevidos e fraudes contra beneficiários da Previdência.


Defesa de Lulinha


Em sua versão, Lulinha afirma que aceitou o convite por intermédio da empresária Roberta Luchsinger e sustenta que, à época, desconhecia as suspeitas envolvendo Antunes.


Ele declara que o objetivo da viagem era discutir uma possível sociedade na área de cannabis medicinal, que não se concretizou. Também nega ter recebido qualquer pagamento adicional, incluindo a suposta “mesada” de R$ 300 mil mencionada em depoimentos de ex-funcionários do empresário à Polícia Federal.


Repercussão na CPMI


O caso ganhou dimensão política na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS, onde parlamentares da oposição tentaram convocar Lulinha para prestar depoimento. Em 26 de fevereiro de 2026, a comissão aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do empresário, decisão que provocou tumulto e confronto físico entre integrantes da base governista e da oposição.


Analistas avaliam que a medida encerra um acordo informal de não agressão que, até então, evitava a convocação de familiares de lideranças políticas em investigações sensíveis.


Parlamentares do PT e aliados buscam reverter a decisão e articulam apoio junto a lideranças do Senado, como Davi Alcolumbre, para conter o avanço das convocações.


Impacto político


O episódio também gerou reação no Executivo. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defende que qualquer cidadão, inclusive familiares, seja investigado caso haja suspeitas.


Nos bastidores, aliados reconhecem preocupação com o potencial desgaste eleitoral do caso, que pode ser explorado pela oposição na disputa de 2026. Parlamentares oposicionistas sustentam que a proximidade entre o filho do presidente e um empresário investigado por fraudes contra aposentados exige esclarecimentos públicos detalhados.

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