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Vorcaro irá delatar tudo, afirmou recentemente em suas redes sociais

  • Foto do escritor: Equipe Canal do Rio
    Equipe Canal do Rio
  • 19 de mar.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 23 de mar.


O advogado Jeffrey Chiquini afirmou em suas redes sociais que o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, estaria se preparando para firmar um acordo de delação premiada no âmbito das investigações em curso.


A análise, apresentada como interpretação jurídica do cenário, sugere que Vorcaro pode adotar uma estratégia gradual de colaboração com as autoridades — hipótese que ainda não foi confirmada oficialmente pelos órgãos responsáveis.



Estratégia de “fatiamento” sob análise

Segundo Chiquini, a possível estratégia inicial do banqueiro seria priorizar a entrega de informações envolvendo agentes políticos, como deputados e senadores, com o objetivo de ganhar credibilidade junto às autoridades.


O advogado avalia que, nesse cenário, haveria uma tentativa de omitir, em um primeiro momento, nomes ligados ao Judiciário, o que poderia ser utilizado como moeda de negociação em etapas posteriores do acordo.


Exigência de colaboração integral

Ainda de acordo com a análise, essa estratégia enfrentaria obstáculos técnicos. O ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, e a Polícia Federal tenderiam a exigir uma colaboração completa, sem omissões relevantes.


Chiquini também destaca que a Polícia Federal já possui material apreendido — incluindo documentos e dispositivos eletrônicos — que dificultaria qualquer tentativa de delação parcial ou inconsistente.


Potencial impacto político

O advogado classifica o caso como uma possível “delação de grande alcance”, com potencial para atingir figuras relevantes do cenário político nacional.


Segundo ele, há movimentações nos bastidores de Brasília por parte de parlamentares interessados em antecipar o conteúdo de eventuais revelações, diante do impacto que um acordo dessa natureza poderia gerar no Congresso.


Mudança na condução da defesa

Outro ponto destacado é a recente mudança na equipe jurídica de Vorcaro e a reunião realizada em 18 de março de 2026 com o ministro André Mendonça. Para Chiquini, esses movimentos indicariam uma inflexão na estratégia de defesa, com maior abertura para a colaboração com as investigações.


Transferência para a Polícia Federal

No contexto dessas negociações, Daniel Vorcaro foi transferido para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A medida, autorizada por André Mendonça, foi realizada com apoio logístico aéreo a partir da penitenciária federal onde o banqueiro estava custodiado.


A mudança tem como objetivo facilitar o acesso de investigadores e advogados, permitindo a realização de depoimentos e tratativas necessárias para um eventual acordo de delação premiada.


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