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Desistência de Ratinho Júnior abre terreno para a consolidação da liderança de Flávio

  • Foto do escritor: Equipe Canal do Rio
    Equipe Canal do Rio
  • 23 de mar.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 23 de mar.

Ratinho Júnior desiste da Presidência e abre espaço para Flávio Bolsonaro se fortalecer como liderança da direita nas articulações para 2026.
Imagem: redes sociais

O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), anunciou que não mais disputará a Presidência da República em 2026 e que permanecerá no cargo até o fim do mandato. A decisão encerra especulações sobre sua pré-candidatura e provoca rearranjos no cenário político nacional, especialmente no campo da direita.

Ao optar por concluir sua gestão estadual, Ratinho Júnior retira da disputa um nome considerado mais palatável para o eleitor de centro, o que tende a reduzir a fragmentação entre candidaturas que se opõe a gestão lulo-petista. Nos bastidores, a avaliação é de que o movimento abre espaço para a consolidação de lideranças já posicionadas no cenário nacional.


Flávio Bolsonaro ganha espaço

Com a saída de Ratinho Júnior, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) surge como um dos nomes mais fortalecidos dentro da oposição. Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e figura central na articulação política do grupo, Flávio tem ampliado sua presença em agendas nacionais e consolidado apoio entre lideranças de vários espectros políticos de todo o país.

A redução do número de pré-candidatos fora da extrema esquerda tende a favorecer a unificação de forças em torno de nomes com maior capilaridade política e identificação com os eleitores que buscam mudanças na condução do país. Nesse contexto, aliados avaliam que Flávio Bolsonaro ganha mais espaço ainda para liderar esse processo.


Reorganização do cenário político

A decisão de Ratinho Júnior ocorre em um momento de intensificação das articulações para 2026. Com menos nomes na disputa, cresce a expectativa de que o campo conservador avance em direção a uma candidatura mais coesa fora do campo da extrema esquerda composta pelo PT, PSOL, PSOL, PDT e PDB.

A permanência de Ratinho no governo do Paraná também pode ser estratégica para preservar seu capital político, mantendo-o como uma liderança relevante para futuras disputas.


Além de Ratinho, outro nome do PSD que não tem se mostrado competitivo nas últimas pesquisas para a presidência e que aguarda uma definição é o do governador de Goiás, Ronaldo Caiado.

Dentro do PSD, partido de Ratinho, o movimento também gera impacto nas estratégias para 2026, já que a legenda passa a reavaliar seu posicionamento na disputa presidencial e possíveis alianças.

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