Por Paulo Manoel Lenz Cesar Protásio: Nosso mapa para o século XXI
- Equipe Canal do Rio

- 8 de mar.
- 2 min de leitura

Os mapas são agentes de mudanças desde que foram feitos há muitos séculos. Eles servem principalmente para definir a localização do homem. Estar no mapa é como existir. Os desenhos que no passado faziam parte da cartografia eram interpretações de coisas do local que representavam a realidade, marcando as mentes com a provocação do imaginário.
Por dois séculos o mapa-múndi que educou o brasileiro fez a Europa ser centro do mundo em nossas cabeças e o Brasil ser uma ilha no Atlântico. Nos roubou o continente, nos afastou dos países vizinhos e nos fez perder um oceano inteiro: o Pacífico.
Existem diferentes mapas do mundo mostrando coisas diferentes por razões agora conhecidas. O seu domínio por muitos séculos foi europeu e levamos muito tempo para mudar nossa visão. Os mapas mudaram o mundo e o nosso mapa nos leva a uma afirmação individual e coletiva na hora certa. Temos enorme importância no mundo, e precisamos saber lidar com esse papel.
Na década dos oceanos nos descobrimos bioceânicos, em muito mais água do que terra, e diante de novos valores. A começar pela crise global que vivemos desde 1983 com a Comissão Brandt, onde nos encontramos diante de uma crise norte-sul, e agora mais misturada graças ao Trump.
O mapa-múndi proposto em 1996 acabou sendo adotado pelas autoridades legais e incorporado ao Atlas do IBGE antes da reunião do G20 em 2024. Agora, esse ano, mais agitado pelas rotas marítimas e seus conflitos. Mas nunca foi tão importante. Uma nova sociedade está sendo construída no mundo. A cada momento uma longa lista de desafios está sendo colocada à nossa frente. Ao lado, uma vida melhor por conta da ecologia, da segurança sob ataque de todas as formas, enfim um novo mundo está nascendo diante de todos nós. É hora de agir.





Comentários